Terça-feira, 09/06/26

Governo de São Paulo homologa licitação da nova sede nos Campos Elísios

Governo de São Paulo homologa licitação da nova sede nos Campos Elísios
Governo de São Paulo homologa licitação da nova sede nos – Reprodução

A Secretarias de Parcerias em Investimentos (SPI) do Governo de São Paulo homologou nesta sexta-feira, 15, a licitação da nova sede administrativa nos Campos Elísios, com investimentos previstos de R$ 6 bilhões. A medida confirma oficialmente o resultado do leilão realizado em 26 de fevereiro, na Bolsa de Valores (B3), que teve como vencedor o consórcio MEZ-RZK.

Com a conclusão dessa fase, o projeto avança agora para a adjudicação, procedimento que formaliza o consórcio vencedor para execução do projeto. Na sequência, será realizada a assinatura do contrato entre o Estado e o consórcio, que ficará responsável pela implantação e administração do complexo.

O documento estabelecerá as responsabilidades das partes, os parâmetros de desempenho e os mecanismos de acompanhamento e fiscalização da concessão. A fiscalização do contrato ficará sob responsabilidade da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

A concessão se dará por meio de Parceria Público-Privada (PPP), com contrato de 30 anos. O critério de julgamento foi o maior desconto oferecido sobre a contraprestação pública mensal máxima, que estava fixada em cerca de R$ 76,6 milhões.

O consórcio MEZ-RZK ofereceu um desconto de 9,62% sobre a contraprestação máxima, vencendo o certame. O grupo reúne a RKZ Empreendimentos, Zetta infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat e Iron Property.

A disputa teve também a participação do consórcio Acciona-Construcap, que deu um lance de 5% de desconto sobre a contraprestação. Após o leilão, o grupo ingressou com um recurso administrativo para que fosse reconsiderado o resultado do pregão, argumentando que MEZ-RZK deveria ser inabilitado por, supostamente, não cumprir exigências de qualificação técnica e econômico-financeira.

Por sua vez, o governo estadual rebateu essa contestação. Segundo o governo paulista, o processo foi conduzido com rigor técnico e segurança jurídica. “Todos os documentos apresentados foram analisados pelas áreas responsáveis, conforme os critérios previstos no edital”, declarou. “Recursos são previstos em lei e serão tratados com a devida análise técnica, aplicando estes mesmos critérios, sem impacto no compromisso do Estado com a entrega do projeto.”

O Novo Centro Administrativo reunirá cerca de 22 mil servidores, atualmente distribuídos em quase 40 endereços da capital, contribuindo para reduzir custos administrativos e fortalecer a estratégia de requalificação da região central de São Paulo.

Estadão Contéudo

T LB

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