A Justiça norueguesa determinou nesta segunda-feira (8) a libertação do filho da princesa herdeira da Noruega, Marius Borg Høiby, para que ele possa permanecer ao lado da mãe, gravemente doente, enquanto aguarda o veredicto do julgamento em que é acusado de ter estuprado várias mulheres e cometido violência contra uma ex-namorada.
No entanto, como o Ministério Público recorreu imediatamente dessa decisão, o homem de 29 anos permanecerá preso até que um tribunal de apelação examine o caso.
Nascido de um relacionamento anterior ao casamento de sua mãe, Mette-Marit, com o príncipe herdeiro Haakon, Høiby está em prisão preventiva desde o início de fevereiro.
Durante seu julgamento, realizado de 3 de fevereiro a 19 de março, ele teve de responder a 40 acusações e acabou sendo formalmente acusado do estupro de quatro mulheres e de atos repetidos de violência contra uma ex-namorada.
O veredicto é esperado para a próxima segunda-feira.
Nos últimos meses, o estado de saúde de sua mãe, a princesa Mette-Marit, que sofre de uma doença pulmonar incurável, deteriorou-se consideravelmente, a ponto de os médicos a incluírem em uma lista de espera para um delicado transplante de pulmão.
“Estar preso sabendo que mamãe está tão mal é insuportável”, declarou Høiby, citado pela rádio NRK, nesta segunda-feira, durante uma audiência para solicitar sua libertação perante um tribunal de Oslo.
Em sua decisão, o tribunal considerou especialmente que “mantê-lo detido representaria (…) um prejuízo muito importante para Høiby, mas também para sua mãe, tendo em vista a difícil situação em que ambos se encontram atualmente”.
No julgamento por estupros e outros delitos, a acusação pediu uma pena de sete anos e sete meses de prisão para Høiby, que não é membro formal da Casa Real norueguesa.
O caso manchou a imagem da Coroa e soma-se ao escândalo provocado por revelações sobre a correspondência contínua e o tom por vezes íntimo mantido entre Mette-Marit e o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014.







