Terça-feira, 09/06/26

Alckmin comemora redução de tarifas, diz que está na ‘direção certa’, mas fala em ‘distorção’ que precisa ser corrigida

Redução de Tarifas Agrícolas

Redução de Tarifas Agrícolas: Alckmin celebra, mas pede mais ajustes

O vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou a recente decisão dos Estados Unidos de reduzir as tarifas sobre produtos agrícolas brasileiros. Ele destacou que a medida é positiva e aponta na direção correta para o comércio bilateral. No entanto, Alckmin ressaltou a necessidade de continuar as negociações para reverter as distorções tarifárias ainda existentes.

A ordem executiva norte-americana retirou 10% das taxas de exportação, beneficiando diversos produtos brasileiros, incluindo café, carne, frutas, manga, suco de laranja, açaí e goiabas. O suco de laranja foi particularmente impactado, passando de uma tarifa de 10% para zero, o que representa um impacto de US$ 1,2 bilhão.

A Distorção nas Tarifas Agrícolas e a Busca por Competitividade

Apesar da redução, Alckmin enfatizou que ainda há uma distorção significativa que precisa ser corrigida. Enquanto todos os produtos tiveram os mesmos 10% de redução, alguns, como o café, ainda enfrentam um cenário de competitividade desfavorável. O Brasil, que tinha uma tarifa de 50%, agora está com 40%, o que ainda é considerado alto, especialmente quando concorrentes tiveram reduções maiores.

O vice-presidente afirmou que o governo brasileiro continuará empenhado em melhorar a competitividade dos seus produtos. Ele destacou que o Brasil é o maior exportador de café para os Estados Unidos e um dos principais fornecedores de carne, o que sublinha a importância dessas negociações.

Esforços Diplomáticos e Perspectivas Futuras para a Redução de Tarifas Agrícolas

Alckmin creditou os avanços às conversas entre o presidente Lula e o ex-presidente Donald Trump, além dos encontros entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Esses diálogos foram fundamentais para as reduções anunciadas, que entrarão em vigor para mercadorias importadas a partir das 00h01 (horário padrão do leste dos EUA) do dia 13 de novembro de 2025.

O governo brasileiro se mantém otimista quanto a novos progressos, vendo as medidas como resultado de múltiplos fatores, incluindo o empenho do governo brasileiro e a sensibilidade do governo americano. A iniciativa privada, tanto de empresários brasileiros quanto americanos, também desempenha um papel crucial. Para mais informações sobre o comércio entre os países, consulte o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos.

Apesar de Donald Trump ter expressado que não haveria necessidade de mais recursos ou reduções tarifárias, Alckmin reiterou que o Brasil está aberto ao diálogo para resolver questões pendentes. Ele salientou que o Brasil não é um problema, mas sim uma solução para o superávit comercial dos EUA com o país.

A ordem executiva de Donald Trump suspendeu tarifas sobre produtos como café, carne, banana, tomates e açaí. Com este decreto, a expectativa é que os preços dos produtos brasileiros nos EUA se tornem mais competitivos.

Por Correio de Santa Maria, com informações da Presidência da República.

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