Terça-feira, 09/06/26

Dia Nacional da Imunização reforça importância das vacinas para prevenir doenças e salvar vidas

Dia Nacional da Imunização reforça importância das vacinas para prevenir doenças e salvar vidas
Dia Nacional da Imunização reforça importância das vacinas para prevenir – Reprodução

Celebrado nesta terça-feira, 9 de junho, o Dia Nacional da Imunização reforça a importância das vacinas como uma das maiores conquistas da saúde pública. Além de proteger indivíduos contra doenças graves, a vacinação contribui para a proteção coletiva e para o controle de enfermidades que marcaram a história do país, como a poliomielite, a rubéola e o sarampo.

No Brasil, o acesso aos imunizantes é garantido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), considerado um dos maiores e mais completos do mundo. Atualmente, o programa oferece mais de 48 imunobiológicos, entre vacinas, soros e imunoglobulinas, destinados a diferentes fases da vida, desde os primeiros dias após o nascimento até a terceira idade.

A infectologista Juliana Carvalho, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Anchieta de Taguatinga, explica que a vacinação continua sendo uma das estratégias mais eficazes no combate às doenças infecciosas. “No nível individual, ela protege contra infecções potencialmente graves, reduzindo o risco de complicações, internações e óbitos. Já no nível coletivo, contribui para a imunidade de grupo, diminuindo a circulação de agentes infecciosos e protegendo especialmente pessoas mais vulneráveis”, afirma.

Cobertura no DF

No Distrito Federal, a cobertura vacinal apresentou avanço em comparação ao ano passado. Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostram que, entre janeiro e abril de 2026, foram aplicadas 985.417 doses de vacinas na rede pública, contra 829.096 no mesmo período de 2025, um aumento de 14,7%.

Ao longo de todo o ano passado, o DF registrou a aplicação de 2.743.820 doses no sistema público e outras 192.989 na rede privada, totalizando 2.936.809 imunizantes administrados. A Secretaria de Saúde também está ampliando as estratégias para aumentar a cobertura vacinal. Até 30 de junho, segue em vigor a campanha de vacinação contra o HPV voltada para jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante. A ação, proposta pelo Ministério da Saúde, busca ampliar a proteção contra o vírus e prevenir doenças associadas, como diferentes tipos de câncer.

Apesar dos avanços, a vacinação contra a Influenza ainda está abaixo do esperado. Até maio, foram aplicadas 460.847 doses da vacina contra a gripe no DF. Entre os grupos prioritários, crianças, idosos e gestantes, a cobertura vacinal alcançou apenas 40,21%, menos da metade da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Mesmo com a adesão abaixo do ideal, a rede pública registrou queda nos atendimentos por síndromes gripais. Até maio deste ano, foram contabilizados 82.795 atendimentos relacionados à Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus e covid-19. No mesmo período de 2025, o número chegou a 140.736 atendimentos.

A população pode procurar qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a situação vacinal e atualizar a caderneta. Atualmente, a rede pública oferece vacinas contra influenza, dengue, covid-19 e outras doenças previstas no Calendário Nacional de Vacinação. A imunização contra a gripe permanece restrita aos grupos prioritários, sem previsão, até o momento, de ampliação para o público em geral.

Escolas como aliadas da vacinação

Além das unidades de saúde, as escolas têm desempenhado papel importante na conscientização sobre a vacinação. Por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvido em parceria entre as secretarias de Saúde e Educação, as unidades escolares ajudam a orientar estudantes e famílias sobre a importância de manter a caderneta vacinal em dia.

Segundo a Secretaria de Educação do Distrito Federal, a comunidade escolar funciona como um espaço estratégico para a disseminação de informações confiáveis e para o fortalecimento da prevenção de doenças. As escolas também apoiam campanhas de vacinação, auxiliando na mobilização das famílias e na articulação com as equipes de saúde dos territórios.

A pasta destaca ainda que a vacinação no ambiente escolar amplia o acesso aos serviços de saúde, facilita a participação das famílias e fortalece a proteção coletiva. Além disso, atividades educativas desenvolvidas em sala de aula ajudam a combater a desinformação e a incentivar hábitos relacionados à prevenção e aos cuidados com a saúde.

Combate à desinformação

Outro desafio apontado pelos especialistas é o avanço das notícias falsas sobre vacinas. Para Juliana Carvalho, a disseminação de informações sem embasamento científico tem contribuído para o aumento da hesitação vacinal em diferentes faixas etárias.

“A desinformação gera medo e insegurança. Para combater esse problema, é fundamental investir em educação em saúde, comunicação baseada em evidências e fortalecer a confiança entre profissionais de saúde e a população”, afirma.

A recomendação é que pais, responsáveis e demais cidadãos procurem informações em fontes oficiais e mantenham a caderneta de vacinação atualizada. Atualmente, as salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Distrito Federal oferecem imunizantes contra influenza, covid-19, dengue e diversas outras doenças previstas no calendário nacional.

“Vacinar-se é um ato de cuidado consigo mesmo e com toda a comunidade. As vacinas são seguras, passam por rigorosos processos de avaliação e continuam sendo fundamentais para prevenir doenças graves”, conclui a infectologista.

T LB

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