11/05/2020 às 07h09min - Atualizada em 11/05/2020 às 07h09min

Deputado Julio Cesar turbina gastos mesmo com sessões remotas no Congresso

Dos oito parlamentares da bancada do DF na Câmara dos Deputados, cinco declararam gastos com verba indenizatória durante a quarentena

Caio Barbieri
METRÓPOLES
sessões remotas desde 25 de março, com todas as votações por meio de videoconferências. Nem por isso o deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos/DF) avaliou a redução dos próprios gastos com recursos públicos. Pelo contrário.
 

O representante da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) lidera o ranking de uso da verba indenizatória em abril. Até o momento, ele pediu ressarcimento de R$ 24.329,23 dos recursos garantidos pelo Legislativo federal. O montante é maior, inclusive, do que foi usado por ele no mês de março (R$ 20.280,55), quando o funcionamento da Casa foi praticamente normal até os últimos dias.

O gasto maior de Julio Cesar (foto em destaque) foi com contratação de consultoria — R$ 15 mil. Há ainda registros de R$ 5,9 mil com aluguel de carro; R$ 3 mil com divulgação do mandato; e R$ 429,23 referentes a gastos com combustível para locomoção. Para este mês, o congressista apresentou a fatura de mais R$ 10 mil para contratação de especialistas.

Os gastos do representante do DF são apenas um recorte das despesas apresentadas por cinco parlamentares, dos oito que integram a bancada do DF na Câmara dos Deputados. Apenas em abril e no início de maio, os deputados federais eleitos pelo Distrito Federal usaram, pelo menos, R$ 84.801,35‬ da verba indenizatória. Os dados foram adquiridos por meio do portal da transparência da Casa.

Esse valor pode ser ainda maior, visto que os congressistas têm até três meses para pedir o reembolso de gastos, conforme prevê o Regimento Interno da Câmara dos Deputados.

Depois de Julio Cesar, vem a deputada Bia Kicis (PSL-DF), uma das principais aliadas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Apenas no mês de abril, a parlamentar solicitou o reembolso de R$ 22.492,12. Do montante, as maiores despesas foram com manutenção de escritório parlamentar, gasto que representou R$ 6.698,40 naquele mês. Na sequência, a congressista destinou R$ 6 mil para divulgação do mandato; R$ 5 mil para contratação de consultorias; R$ 4 mil para o aluguel de veículo; e R$ 793,72 com gasolina durante o mês da quarentena.

No período em que a Câmara funcionou normalmente, a parlamentar usou R$ 27.992,95, portanto reduziu R$ 5 mil no período analisado.

 

Representante do Partido dos Trabalhadores (PT), Erika Kokay usou R$ 19.080 durante o mês de abril. O valor foi integralmente destinado ao pagamento de consultorias e pesquisas para o mandato parlamentar. São cerca de R$ 3 mil a menos do total usado no mês anterior, por exemplo.

deputado Israel Batista (PV/DF) declarou ter usado no mês de abril R$ 8,5 mil da verba indenizatória, grande parte destinada à divulgação de suas atividades parlamentares: R$ 8 mil. Os outros R$ 500 serviram para dar suporte à manutenção do escritório do parlamentar. Em março, o congressista usou R$ 13.753,13.

Luis Miranda (DEM/DF) usou R$ 400 para abastecimento do veículo durante aquele mês. Até a noite do dia 6 de maio, não havia outros gastos contabilizados na verba indenizatória do congressista. No mês anterior, quando a pandemia surgiu no DF, o democrata pediu o reembolso de R$ 770.

Pelo balanço parcial, o deputado Julio Cesar foi o que mais usou verba indenizatória no mês de abril

As deputadas Celina Leão (Progressistas/DF)Flávia Arruda (PL/DF) e Paula Belmonte (Cidadania/DF) não usaram ou ainda não declararam os gastos durante o mês de abril.

 
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