11/08/2020 às 06h10min - Atualizada em 11/08/2020 às 06h10min

Premiê libanês renuncia com caos da explosão

O Líbano está sem governo. Nesta segunda, 10, o primeiro-ministro renunciou, após emissão em massa dos ministros. A crise política no país aumentou desde a semana passada, quando explosões em depósitos no porto de Beirute deixaram mais de 150 mortos e seis mil feridos. Os libaneses ocuparam as ruas nos últimos dias, acusando as autoridades de negligência.

“Estamos indo um passo para trás para ficar do lado do povo e lutar com eles a batalha da mudança. Nós queremos abrir a porta perante a salvação nacional para que todos os libaneses participem da criação desse projeto. É por isso que eu anuncio a demissão deste gabinete. Que Deus proteja o Líbano”, disse o premiê Hassan Diab.

O Líbano enfrenta sua pior crise econômica em décadas e ainda lida com o aumento de casos do novo coronavírus. Após a explosão, aumentaram as acusações de corrupção e má administração.

A explosão de terça-feira (4) destruiu a região do porto de Beirute e causou estragos em toda a capital libanesa. Ao menos 163 pessoas morreram, mais de 5 mil se feriram e 300 mil ficaram desabrigadas, segundo autoridades do país.

Horas depois, o primeiro-ministro do país, Hassan Diab, disse que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, um material altamente explosivo, vinha sendo armazenado em um depósito perto do porto há seis anos, “sem medidas preventivas”.

O presidente Michel Aoun afirmou que considera como causa da explosão interferência externa, acidente ou negligência. Uma investigação sobre o caso está em andamento e, até o momento, as autoridades não confirmaram oficialmente o que desencadeou a explosão.

Diante disso, a população foi às ruas pressionar pela renúncia de todos os membros do governo. As manifestações dos últimos dois dias foram as maiores desde outubro. Os manifestantes também acusam a elite política libanesa de desviar recursos do país para benefício próprio.

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