15/09/2020 às 06h59min - Atualizada em 15/09/2020 às 06h59min

Conselheiro tutelar é acusado de assédio: “Desperta instintos mais sacanas”

Caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal, por intermédio da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo)

Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga uma acusação de assédio sexual ofertada contra o conselheiro tutelar do Riacho Fundo I e presidente da Associação de Conselheiros Tutelares do DF, Néliton Portuguez de Assunção (foto em destaque). O caso está sob responsabilidade da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo).

Consta em boletim de ocorrência, obtido pelo Metrópoles, que a vítima é uma mulher de 25 anos e que o caso teria ocorrido em maio de 2019. O registro do suposto crime, contudo, só fora feito este ano.

Segundo o relato da denunciante, o primeiro contato dela com Néliton teria ocorrido próximo à data do crime. Na ocasião, a suposta vítima procurou o conselheiro porque seu filho precisava de acompanhamento psicológico.

Em um dos atendimentos, conforme depoimento, o conselheiro teria dito para a mulher: “Você desperta os meus instintos mais sacanas”.

Ainda de acordo com o relato, que consta em boletim policial, o suspeito teria continuado com os assédios. “Se você trepar o tanto que é bonita, você é a mulher perfeita”.

Conforme a denunciante, Néliton teria solicitado que ela desfilasse para ele dentro das dependências do Conselho Tutelar. A jovem afirmou, também, que o conselheiro disse para ela: “Todos querem te comer”.

Por isso, o defensor acionou o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) pedindo que fosse feita uma retificação no boletim, para assédio sexual.

“O MPDFT se manifestou a favor da retificação. No entanto, no Judiciário, ainda consta como perturbação. Estamos entrando em contato com o Ministério Público para que a delegacia faça a remessa da ocorrência, como assédio sexual”, pontuou o advogado.

A reportagem ligou e mandou mensagens para o telefone celular de Néliton para comentar as acusações. O conselheiro tutelar não havia respondido até a última atualização desta matéria. O espaço permanece aberto.

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