09/10/2020 às 07h27min - Atualizada em 09/10/2020 às 07h27min

Vaga fica com o PSB. Mudança de posição

FORA DA POLÍTICA

O PSB fez as contas e defende que, mesmo com a anulação dos 16 mil votos de José Gomes, a vaga aberta na Câmara Legislativa com a cassação pertence ao partido. A legenda do ex-governador Rodrigo Rollemberg fez 123.457 votos. Mesmo perdendo os de Gomes, a coligação fica com cerca de 107 mil votos, mais do que a próxima coligação que elegeria dois deputados, a do Pros. Com essa matemática, a vaga de José Gomes pertence a Luzia de Paula (PSB) e não a Luzia de Paula (Pros), que reivindica o mandato

 

Mudança de posição

 

José Gomes nunca teve afinidade com o grupo político de Rodrigo Rollemberg. Diferentemente de Luzia de Paula, que deve seguir as diretrizes do PSB. Uma das primeiras mudanças é a posição em relação à CPI da Pandemia. José Gomes foi contra, mesmo com posição fechada a favor da investigação sobre as supostas fraudes em testes de covid. Luzia deve seguir o partido.

 

   

Fora da política

 

O empresário José Gomes (PSB) teve vida curta na política. Com a decisão unânime do Tribunal Super Eleitoral (TSE), há ainda possibilidade de recurso ao STF, mas dificilmente o distrital conseguirá se manter no mandato cassado por abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2018. Por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do DF, ele ainda foi declarado inelegível por oito anos. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), o então candidato ameaçou demitir os empregados de sua empresa caso não votassem nele. Ao julgar o caso, o TRE-DF entendeu que o abuso do poder econômico foi comprovado com cópias de mensagens de WhatsApp enviadas aos cerca de 10 mil empregados que trabalham na empresa Real JG, de propriedade de José Gomes. Também há áudios e vídeos, gravados por trabalhadores, de reuniões em que as ameaças ocorreram.Fica um exemplo para quem se arvora a entrar na política sem história.

 

 

 

 

 

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