14/04/2017 às 07h10min - Atualizada em 14/04/2017 às 07h10min

Marcos Pereira: Ministro de Temer foi interlocutor da Odebrecht no pagamento de caixa 2, diz delator

Titular da Indústria e Comércio, Marcos Pereira (PRB) foi citado na delação de Alexandrino Alencar.

Estadão
 

O atual ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, foi o interlocutor da Odebrecht no pagamento de R$ 7 milhões via caixa 2 para garantir o apoio do PRB à chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) nas eleições de 2014, afirmou em delação premiada o ex-diretor de relações institucionais da empreiteira Alexandrino Alencar.

 

Marcos Pereira é um dos oito ministros de Temer que já tiveram o pedido de instauração de inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base nas delações da Odebrecht.

 

Alexandrino disse que se reuniu três ou quatro vezes em sua sala com o atual ministro de Temer. Segundo o delator, Marcos Pereira já tinha conhecimento do acerto feito pelo então tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva (PT), no intuito de garantir tempo de televisão para a coligação “Com a Força do Povo”.

 

Indagado se Marcos Pereira sabia que o dinheiro da empreiteira era caixa 2, o delator foi categórico: “Sem dúvida nenhuma. Ele sabia disso.”

 

Em fevereiro, o Estado revelou que o ministro negociou um repasse de R$ 7 milhões do caixa 2 da Odebrecht para o PRB na campanha de 2014.

 

De acordo com o delator, a entrega do dinheiro foi feita em flats ou em algum outro lugar com mensageiro do ministro.

 

Alexandrino Alencar foi responsável por cuidar do pagamento de R$ 7 milhões a cada um desses três partidos: PROS, PCdoB e PRB, em um total de R$ 21 milhões.

 

O ex-diretor de relações institucionais também foi ouvido no mês passado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no âmbito da ação que apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger.

 

Em resposta encaminhada em março ao TSE, o PRB disse não ter recebido caixa 2, propina ou “recurso financeiro proveniente de qualquer origem ilícita” para apoiar a chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014.

 

Em nota, o ministro informou que está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários, “embora não tenha sido notificado oficialmente nem tenha conhecimento de nada do que é acusado”. Pereira disse ainda que “agiu sempre dentro da lei enquanto presidente de partido, buscando doações empresariais respeitando as regras eleitorais, e esclarecerá não ter qualquer envolvimento com atitudes ilícitas”.

 

 

O atual ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, foi o interlocutor da Odebrecht no pagamento de R$ 7 milhões via caixa 2 para garantir o apoio do PRB à chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) nas eleições de 2014, afirmou em delação premiada o ex-diretor de relações institucionais da empreiteira Alexandrino Alencar.

 

Marcos Pereira é um dos oito ministros de Temer que já tiveram o pedido de instauração de inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base nas delações da Odebrecht.

 

Alexandrino disse que se reuniu três ou quatro vezes em sua sala com o atual ministro de Temer. Segundo o delator, Marcos Pereira já tinha conhecimento do acerto feito pelo então tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva (PT), no intuito de garantir tempo de televisão para a coligação “Com a Força do Povo”.

 

Indagado se Marcos Pereira sabia que o dinheiro da empreiteira era caixa 2, o delator foi categórico: “Sem dúvida nenhuma. Ele sabia disso.”

 

Em fevereiro, o Estado revelou que o ministro negociou um repasse de R$ 7 milhões do caixa 2 da Odebrecht para o PRB na campanha de 2014.

 

De acordo com o delator, a entrega do dinheiro foi feita em flats ou em algum outro lugar com mensageiro do ministro.

 

Alexandrino Alencar foi responsável por cuidar do pagamento de R$ 7 milhões a cada um desses três partidos: PROS, PCdoB e PRB, em um total de R$ 21 milhões.

 

O ex-diretor de relações institucionais também foi ouvido no mês passado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no âmbito da ação que apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger.

 

Em resposta encaminhada em março ao TSE, o PRB disse não ter recebido caixa 2, propina ou “recurso financeiro proveniente de qualquer origem ilícita” para apoiar a chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014.

 

Em nota, o ministro informou que está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários, “embora não tenha sido notificado oficialmente nem tenha conhecimento de nada do que é acusado”. Pereira disse ainda que “agiu sempre dentro da lei enquanto presidente de partido, buscando doações empresariais respeitando as regras eleitorais, e esclarecerá não ter qualquer envolvimento com atitudes ilícitas”.


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