29/11/2020 às 06h38min - Atualizada em 29/11/2020 às 06h38min

Saiba quem é a jovem de 21 anos que dopou e matou idoso no DF

Sthefany Virginia Inácio Rodrigues, 21 anos, é garota de programa e saia com a vítima há pelo menos 2 anos

Sthefany Virginia Inácio Rodrigues, 21 anos, apontada como mentora da emboscada que vitimou Ricardo Flávio dos Santos, 69, teria dopado o homem logo após eles terem tido uma relação sexual. Garota de programa, ela já o atendia há pelo menos dois anos.

Este relacionamento próximo e antigo foi que propiciou a ideia de conseguir os R$ 35 mil. Ela sabia não só quando Ricardo receberia o dinheiro referente a um seguro, mas também as senhas dos cartões dele. Apesar de considerar a ideia de sacar o dinheiro enquanto Ricardo dormia boa, o crime, na prática, deu errado.

“A vítima apagou logo após o sexo. A garota colocou o Rivotril na cerveja que ele tomava”, conta o delegado-chefe da 19ª DP Gustavo Augusto.

O intuito inicial era de sacar toda a quantia de uma vez com a ajuda de dois homens. O banco, no entanto, não permitiu a operação. “Ela tentou ainda fazer transferência várias vezes, mas não deu certo. A partir daí, eles saíram fazendo pequenas operações”, relata o investigador.

Como Ricardo perceberia que Sthefany era a responsável pelo sumiço do dinheiro, o trio achou melhor matar a vítima. “Recebemos a informação de um possível homicídio e passamos a monitorar. Pegamos todos já com a ideia de ir até Águas Lindas e se livrar do corpo lá. Tinha até o galão com gasolina”, comenta.

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Obsessão por dinheiro

Nas redes sociais, Stephany não escondia sua vontade de ser rica. Várias postagens faziam referência à obsessão que tinha por dinheiro.

Um dia após ter matado Ricardo, inclusive, a garota de programa compartilhou uma imagem que diz: “Fico só imaginando a desgraça que seria se eu andasse armada”.

“Fria e sem empatia”

Em depoimento a agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Sthefany não demonstrou qualquer remorso após ter cometido o crime.

O agente de trânsito do Departamento de Estradas de Rodagens (DER-DF) Alberto Nascimento Lima e outro homem, de 21 anos, foram comparsas de Stephany no crime. Procurado pelo Metrópoles, o DER informou que não comentará o assunto.

“Ela era uma psicopata, com diagnóstico clínico e tomava antipsicóticos poderosos. Essa foi uma das raras ocasiões em que me impressionei na polícia, ao ver como funciona a mente de um psicopata. Eles são extremamente hábeis em manipular pessoas e não têm nenhuma empatia ou respeito pela vida humana”, disse o delegado da PCDF Isac Azevedo.

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