12/06/2021 às 18h16min - Atualizada em 12/06/2021 às 18h16min

Já rendido, Ecko tentou tirar a arma de uma policial e levou um segundo tiro, diz delegado

Ecko foi baleado ao reagir a prisão por volta das 8h quando visitava a mulher e os filhos na Comunidade das Três Pontes, em Paciência, na Zona Oeste do Rio.

G 1

Ecko tentou pegar a arma de uma policial quando já tinha sido baleado e rendido pela equipe que cercou a casa onde ele estava, neste sábado (12). Foi após essa tentativa de fuga que o miliciano levou um segundo tiro, chegando sem vida ao Hospital Miguel Couto.

Segundo o subsecretário de inteligência, Thiago Neves, a reação de Ecko foi dentro da van da polícia no trajeto até o helicóptero que o levaria ao hospital.

“Ecko foi alvejado com dois tiros. Quando ele tentou fugir pelos fundos [da casa], ele foi alvejado com um tiro. Durante o trajeto da van para o helicóptero, ele tentou tirar a arma de uma policial feminina, e foi efetuado o segundo disparo. É importante ressaltar que a ação foi rápida, o socorro foi bem rápido”, detalhou.

Sem seguranças, com farda da PM

A polícia também descobriu que Ecko chegou à Favela das Três Pontes sem guarda-costas. O miliciano tinha à disposição cerca de 100 seguranças, mas foi à casa da mulher e dos filhos sozinho.

Além de um fuzil, a força-tarefa apreendeu uma farda da PM onde se lia Capitão Braga. Policiais investigam se Ecko a vestia quando entrou na comunidade.

 

Um helicóptero foi usado na ação e conduziu o miliciano ferido. A aeronave pousou em um heliponto na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, e uma ambulância o levou para o Hospital Miguel Couto. Ecko já chegou morto à unidade de saúde.

O corpo passaria por uma perícia no hospital e seria levado para o Instituto Médico-Legal (IML).

Sua quadrilha, o Bonde do Ecko, domina boa parte da Zona Oeste e algumas regiões da Baixada Fluminense. Os paramilitares sob sua chefia extorquem dinheiro de moradores e comerciantes, a fim de oferecer uma pretensa segurança, e exploram diversas atividades — como o sinal clandestino de internet e TV, monopólio da venda de água e gás e o transporte por vans.

O governador Cláudio Castro (PL), nas redes sociais, parabenizou a equipe.

“Hoje é um dia importante. Demos um golpe duro nas facções criminosas do Estado. Parabéns, Polícia Civil, pela operação cirúrgica e sigilosa que capturou o Ecko, miliciano mais procurado do Brasil”, escreveu.

 

Como foi o cerco

 

A Operação Dia dos Namorados começou no fim da tarde de quinta-feira (10), quando a Subscretaria de Inteligência obteve informações de que Ecko visitaria a família neste 12 de junho.

O delegado Rodrigo Oliveira convocou quatro agentes para a primeira reunião, ainda na quinta, e somente 21 policiais foram para Paciência neste sábado.

Ecko chegou à casa da esposa por volta das 4h. Horas depois, a residência foi cercada pela força-tarefa. O miliciano percebeu a presença da polícia e tentou fugir pelos fundos, mas outra equipe o interceptou, o que deu início a um tiroteio.

Fuzil apreendido com Ecko; segundo a polícia, houve tiroteio — Foto: Reprodução

Fuzil apreendido com Ecko; segundo a polícia, houve tiroteio — Foto: Reprodução

Fuzil apreendido com Ecko; segundo a polícia, houve tiroteio — Foto: Reprodução

Por que Ecko foi levado para a Zona Sul

A casa onde Ecko estava fica a 5,3 km do Hospital Pedro II, uma das maiores emergências da Zona Oeste. A polícia, no entanto, levou o miliciano ferido para o Hospital Miguel Couto, no Leblon.

Da residência, Ecko foi posto em uma van, para um trajeto de 800 metros até um campo de futebol na comunidade.

O helicóptero, então, percorreu 45 km até a base na Lagoa. De lá, uma ambulância transferiu Ecko até o Miguel Couto, a 1,5 km.

Rodrigo Oliveira, subsecretário da Polícia Civil, afirmou que se trata de um protocolo da Polícia Civil.

“A Lagoa é o ponto de saída e chegada da aeronave, e lá existe serviço médico, uma ambulância 24 horas, para prestar o serviço médico. Nosso protocolo é que seja levado para a Lagoa e da Lagoa para o Miguel Couto, que é um hospital de referência para trauma”, afirmou Rodrigo Oliveira.


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