04/08/2021 às 07h52min - Atualizada em 04/08/2021 às 07h52min

Bolsonaro acusa presidente do TSE de favorecer eleição de Lula em 2022

Em nova ofensiva ao ministro Luís Roberto Barroso, mandatário insinua que atuação do magistrado está ligada a um movimento articulado de fora do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro, em mais um ataque ao presidente do Tribunal Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou, nesta terça-feira (3/8), que o magistrado se opõe ao voto impresso pelo "interesse pessoal" de favorecer a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto em 2022.
 
 
"Eu não estou aqui para criticar Poder nenhum. Mas tiraram o cara (Lula) da cadeia, tornaram ele elegível, para não ser presidente? É improvável. Agora, por que tiraram aquele cara da cadeia, por que o tornaram elegível? Passou na primeira instância, segunda instância, terceira instância. Na quarta: 'Ah, o foro dele não é em Curitiba'. Pelo amor de Deus!", disse Bolsonaro, durante entrevista à TV Piauí. "E anularam as provas também. Vários delatores devolveram mais de R$ 3 bilhões, uma prova de crime", prosseguiu o presidente.
 
Bolsonaro disse que a atuação do ministro Barroso, que também é membro do Supremo Tribunal Federal (STF), está relacionada a um movimento articulado de fora do Brasil. Afirmou ainda que a facada de que foi vítima na campanha de 2018 faz parte desse suposto complô. Além disso, novamente sem apresentar provas, voltou a dizer que houve fraudes nas eleições que ele próprio venceu.
 
"Você sabe os interesses de fora no Brasil, os interesses daqueles que perderam o poder para uma pessoa que não tinha nada para chegar. Tentaram me matar mas não conseguiram, depois até mesmo as eleições em si. E eu acredito que me só elegi porque tive muitos votos, caso contrário não teria sido eleito", disse o chefe do governo. Segundo ele, muitas coisas estão em jogo, inclusive a indicação de nomes para compor o STF.
 
"O que está em jogo também nas eleições de 22? Quem se eleger vai indicar mais dois nomes para o Supremo Tribunal Federal. É muita coisa em jogo. E se, porventura, tivermos desconfiança de fraude? Eu vou recorrer ao Supremo Tribunal Federal, cujo relator deve ser o ministro Barroso?", questionou o presidente. "Por que o Barroso não fica livre dessa manta de desconfiança e não diz 'vamos fazer o voto impresso', de modo que possamos ter a garantia de que em quem o povo votou foi naquela pessoa?"
 
 
O presidente voltou a mentir ao afirmar que as urnas eletrônicas são vulneráveis a fraudes e não podem ser auditadas. "Temos um problema pela frente: umas urnas eletrônicas que você não tem como auditá-las. E uma pessoa apenas, o ministro do Supremo Tribunal Federal, diz que a gente tem que acreditar", afirmou, ainda em referência a Barroso. "Se eu estou apresentando mais uma forma de nós colocarmos um filtro e garantir a lisura das eleições, por que ele é contra? A gente começa a pensar outra coisa"
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