11/08/2021 às 05h53min - Atualizada em 11/08/2021 às 05h53min

Pacheco reage a desfile: “Ninguém haverá de intimidar o Parlamento”

Presidente do Congresso disse não ver risco à democracia, mas afirmou que o Parlamento "estará pronto" para reagir aos ataques

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou em plenário, nesta terça-feira (10/8), que “absolutamente nada, nem ninguém, haverá de intimidar as prerrogativas do Parlamento”. A declaração ocorreu após a realização do desfile de tanques militares na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), com anuência e presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
 
 
Pacheco defendeu não ver risco à democracia, porém ressaltou que o Senado Federal “estará pronto para reagir a roubos, a bravatas, a ações que não calham no Estado Democrático de Direito”.
 
“Sobre essa manifestação de hoje, o desfile de tanques das Forças Armadas em Brasília, devo dizer que, para aqueles que assim interpretaram [como ameaça à democracia], está reafirmado nosso compromisso com a democracia. Absolutamente nada, nem ninguém, haverá de intimidar as prerrogativas do Parlamento”, pontuou.
 
O senador prosseguiu dizendo que o “Congresso Nacional tem posição de absoluta e plena obediência à Constituição Federal”.
 
“Quero dizer que, para cada palavra, para cada apontamento que possa constituir algum tipo de ameaça ou risco, sempre haverá pronta reação do Senado”, enfatizou.
 
Desfile militar
Organizado pela Marinha, o desfile militar partiu do Rio de Janeiro e passou pela capital federal, a caminho do Campo de Instrução de Formosa (CIF), em Goiás. O “desvio de rota” teria sido solicitado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
 
Ao passar pelo Palácio do Planalto, foram entregues convites para que o chefe do Executivo federal e o ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, compareçam à Demonstração Operativa, previsto para o dia 16 de agosto, em Formosa.
 
A Operação Formosa é o maior treinamento militar da Marinha no Planalto Central. Este ano, o evento contará também com a participação do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira. Serão mais de 2,5 mil militares das três Forças.
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