26/08/2021 às 13h26min - Atualizada em 26/08/2021 às 13h26min

Operação Medusa: secretário de Saúde de GO é alvo de buscas da PCDF e do MP

Alexandrino é ex-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Ele atuou na gestão Rollemberg

O atual secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino (foto principal), é um dos alvos da Operação Medusa, deflagrada pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), da PCDF, em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), na manhã desta quinta-feira (26/8). Alexandrino presidiu o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) na gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg (DF) em 2018. Os contratos firmados durante o governo de Rollemberg é que são investigados.

A ação, que ocorre simultaneamente em Brasília e Goiânia, visa desarticular grupo criminoso acusado de fraude em contratações feitas pelo Iges-DF, em 2018, na área de prestação de serviços de radiologia e imagem.

Segundo a PCDF, embora o Iges-DF não esteja sujeito à estrita observância da Lei Geral de Licitações e Contratos, obriga-se, como destinatário de recursos públicos, a pautar-se nos princípios gerais que norteiam a execução da despesa pública.

No entanto, as investigações apontam que havia diversos problemas na elaboração dos elementos técnicos dos atos convocatórios, ignorando por completo o princípio da economicidade, uma vez que propiciaram gastos superiores aos que poderiam ter sido despendidos, além de ter sido verificado aparente direcionamento do processo seletivo à empresa que acabou sendo contratada. Os investigadores também identificaram conluio entre empresas para se revezarem nas contratações.

“Tranquilo”
Em entrevista ao Metrópoles, o secretário de Saúde de Goiás disse que está “absolutamente tranquilo” e que vai colaborar com as investigações da polícia.
“Trata-se de investigação sobre o Iges-DF, fundado pela gestão que me sucedeu na presidência do Hospital de Base. Fui o último diretor do Hospital de Base antes do IGES-DF assumir. Creio que estejam averiguando os contratos antigos, da época da minha gestão, e também os atuais do IGES-DF”, disse ele ao portal.

Alexandrino ressaltou que nunca teve qualquer problema com a Justiça. “Desde 2009, presto serviço público federal e, desde 2012, distrital, e nunca tive algum apontamento que infringisse qualquer lei e nem norma ou regramento”, acrescentou ele

O secretário está em Brasília e não acompanhou as buscas, mas afirmou que houve apreensão apenas de um pen-drive e uma espingarda que pertencia ao pai dele. A polícia não informou o que foi apreendido. O Governo de Goiás informou que não vai se manifestar.

Mandados
São cumpridos oito mandados de busca e apreensão em residências dos servidores do Iges-DF que atuaram na contratação e endereços vinculados à empresa contratada e a outras empresas ligadas a ela, sendo quatro mandados no Distrito Federal e quatro na cidade de Goiânia (GO).

As investigações tiveram início a partir de informações colhidas pela Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde do Ministério Público do Distrito Federal (Prosus), que atuou em parceria com o Decor e a deflagração da operação teve o apoio da Polícia Civil de Goiás para cumprimento dos mandados na capital daquele estado.

Medusa
O nome da operação faz referência a uma das três irmãs górgonas da mitologia grega – Esteno, Euríale e Medusa –, tendo sido escolhido porque o Decor tem três investigações em curso sobre contratações irregulares realizadas pelo Iges-DF no mesmo período.
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