03/01/2022 às 06h49min - Atualizada em 03/01/2022 às 06h49min

Como foi a confissão dos presos por execução de dono de cartório em GO

Jovens foram contratados para cometer crime por esposa da vítima, segundo polícia. Em depoimento, eles disseram que atiraram 17 vezes

Goiânia – Os dois presos suspeitos de sequestrar e assassinar a tiros o dono de um cartório em Goiás confessaram o crime com “certa tranquilidade”, segundo o major da Polícia Militar Fernando Dias de Borba, que participou das buscas e prisões.

Esses dois jovens suspeitos foram contratados para cometer o crime a mando da esposa da vítima, segundo a investigação. Ela foi presa no dia do homicídio e teria o objetivo de ficar com o valor do seguro de vida que o casal pagava há quatro anos.

Segundo o major Borba, os dois executores teriam confessado o crime aos poucos e informaram quem eram os mandantes do assassinato e a localização do corpo.

“Choca-nos o fato de serem pessoas jovens, de 23 e 21 anos, e contam com certa tranquilidade que efetuaram 17 tiros na vítima”, contou o oficial da PM.
Luiz Fernando Alves Chaves, de 40 anos, foi encontrado morto em um canavial na zona rural de Rubiataba (GO), a 210 quilômetros de Goiânia. Além da mulher e dos dois executores, uma quarta pessoa foi presa por suspeita de arrumar a pistola usada no crime. Um homem é procurado porque teria agenciado os matadores.

Assim que Luiz foi sequestrado na noite de 28/12 em Rubiataba, iniciou-se uma operação policial para achar os bandidos, que fugiram em uma caminhonete branca da vítima. Inicialmente, eles conseguiram fugir de um cerco policial em Uruana, onde abandonaram o veículo roubado. No entanto, acabaram sendo presos na vizinha Carmo do Rio Verde.

Localização

O corpo de Luiz Fernando foi achado por volta das 4h30 do dia 29/12, após horas de busca pela madrugada. Ele estava amordaçado e com as mãos amarradas com um lacre de nylon. Dos 17 disparos, sete acertaram a vítima.

 “Viramos a madrugada inteira procurando o corpo, porque é uma área de muito canavial e muitas entradas, todas muito parecidas”, explicou o major Borba. Os suspeitos receberiam os valores de R$ 5 mil e R$ 1 mil, além da caminhonete, como pagamento pela execução.

Controle do portão
A dupla ainda confessou que teria recebido o controle do portão da casa da vítima. Não havia sinais de arrombamento na casa, segundo o PM. A esposa suspeita de encomendar o crime, Alyssa Chaves Carvalho, de 33 anos, não estava na residência no momento do sequestro. Ela tinha ido à igreja acompanhada pelos três filhos. O controle foi abandonado próximo do veículo.

O suspeito Luzimar Francisco Neves é considerado foragido. Há um mandado de prisão temporária contra ele. A mulher que seria amante da esposa da vítima foi ouvida na delegacia e é considerada suspeita de envolvimento com o caso.


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