16/04/2022 às 07h54min - Atualizada em 16/04/2022 às 07h54min

Nas redes sociais, padre reclama da quantidade de buracos nas ruas e avenidas de Aparecida

Pároco se diz incomodado com a falta de responsabilidade da gestão com os problemas da cidade

DIÁRIO DE APARECIDDA

Nas redes sociais, o padre Luiz Augusto, pároco da Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, localizada no Expansul, em Aparecida, reclama da quantidade de buracos nas vias do município. Na publicação, o líder religioso questiona a prefeitura: “Cadê o dinheiro do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)?”.
 
Além da indignação dele, outros seguidores também comentaram a publicação com críticas a atual gestão municipal. Desde dezembro de 2020, o Diário de Aparecida tem apresentado em suas edições inúmeras queixas, que vem recebendo de seus leitores, de buracos nas vias e abandono, por parte do poder público municipal, em todos os cantos da cidade.
 
Ao DA, o padre disse que se incomoda com a falta de responsabilidade da administração com os problemas do município. “Uma coisa que me incomoda muito é ver a falta de zelo e de responsabilidade de nossos governantes, que não assumem os prejuízos causados à população. O dinheiro arrecadado, de maneira exorbitante, é usado para qualquer coisa, menos para o bem da comunidade, da população”, dispara.
 
Para ele, umas das soluções para resolver a questão da quantidade de buracos espalhados nas vias da cidade são os governantes aparecidenses tomarem atitudes práticas. “Os governantes saírem de seus gabinetes, dos discursos, e verem realmente a realidade, e a população tomar atitudes práticas que façam os administradores públicos cumprirem seus deveres: zelar pela manutenção, qualidade de serviços, compromisso com a verdade. Os governantes não escutam mais os clamores da população, manipulam tudo e usam do dinheiro para comprar votos”, frisou.
 
O pároco também critica a atuação dos vereadores de Aparecida. “Na sua maioria, os vereadores não querem nada com nada. Apenas promessas e discursos vazios. As promessas são as melhores, aquilo que o povo mais precisa e deseja, mas só duram até o dia das eleições. Raramente um compromisso de campanha é assumido: pão e circo”, pontuou.
 
A publicação do padre rendeu inúmeros comentários denunciando os muitos buracos espalhados pela cidade, sem a devida contrapartida dos impostos arrecadados pela prefeitura.
 
Sonia Maria respondeu ao questionamento afirmando que os gestores de Aparecida esquecem a população após serem eleitos. “Isso mesmo. Muita falta de amor com o próximo. Pede voto, fica eleito e depois esquece dos eleitores”. Divanir Vieira reclamou: “Isso mesmo Padre, onde vai nosso dinheiro? E quando estoura o pneu, além do IPTU que a gente tem que pagar, também o pneu”.
 
Marcus Vinícius Santos afirmou que o prefeito Gustavo Mendanha abandonou os bairros distantes do centro de Aparecida. “Quer ser governador ainda esse prefeito! Vira as costas para os bairros mais carentes, só trabalha no Centro, Cidade Administrativa e avenida do Aparecida Shopping. Tem que piorar muito para ficar bom!”, reclama.
 
Diná Rezende faz coro com o Marcus Vinícius e complementa que realizou uma série de solicitações para a Prefeitura de Aparecida, porém não foram atendidas. “Ainda tem gente que diz que vai votar no Mendanha. Acorda população! Tem dois anos que moro aqui. Já fiz vários pedidos na prefeitura. Não tem iluminação na rua. Pagar a taxa de iluminação pública nós pagamos e nada de colocar luz nos postes”. 
 
Dercimara Barbosa frisa que quanto mais dinheiro a administração pública arrecada, mais problemas acontecem na cidade. “Quanto mais dinheiro no bolso dos políticos, mais buracos nas ruas”. Osmar Cipriano alegou que os políticos não fazem nada pela população. “Se fosse só o do IPTU a gente dava um jeito! É muita falta de vergonha na cara desses políticos que não fazem nada, só vivem roubando”. 
 
Rosimeire Souza também questiona o destino arrecadado com o imposto. É uma pergunta que todos fazemos padre Luiz. Cadê o dinheiro do IPTU?” Edna Maria sugere: “Com certeza está nos cofres das residências de cada político”. Regina Maria acredita que se o recurso fosse bem aplicado, a cidade não teria tantos problemas sociais. “Se todos os impostos pagos fossem transformados em obras sociais e serviços públicos, penso eu que não teríamos tantos problemas”.


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