26/04/2022 às 06h46min - Atualizada em 26/04/2022 às 06h46min

Polícia Civil continua a investigação sobre o caso do menino espancado por assobio

Caso é investigado pela 11ª DP (Núcleo Bandeirante) como lesão corporal, injúria e ameaça. Agressor teria sido intimado nessa segunda (25/4)

A brutal agressão de Victor de Sales Batista, 27 anos, contra um garoto de 14 anos por causa de um assobio chocou o Distrito Federal no último fim de semana, de um vídeo divulgado mostrando o adolescente sendo espancado. Apesar da grande repercussão e da identificação do autor, há ainda algumas pontas soltas que precisam ser amarradas no caso.
 
A Polícia Civil do DF (PCDF) aguarda depoimento do agressor. A expectativa era a de que ele fosse intimado a prestar esclarecimentos nessa segunda-feira (25/4), mas a reportagem não conseguiu confirmar se o homem foi encontrado.
 
De acordo com vizinhos, Victor mora na Vila Nova Divineia, local do crime, há pouco mais de um ano, com pai, irmã e madrasta. Eles não souberam informar a profissão do agressor e disseram que a família é bastante discreta.
 
A princípio o caso é investigado pela 11ª DP (Núcleo Bandeirante) como lesão corporal, injúria e ameaça. O garoto, a mãe e vizinhos já foram ouvidos e relataram problemas anteriores.
 
Conforme contou a vítima, Victor já havia o ameaçado pelo menos outras três vezes. “Ele reclamava do jeito que eu chamava a minha mãe, assobiando. Uma vez ele falou que ia me bater e eu revidei a provocação, dizendo que ele não era nem o meu pai e nem a minha mãe. Só quero justiça”, pede.
 
O adolescente relatou que jogava futebol com os amigos quando tudo aconteceu. “Era sábado e estávamos na quadra jogando bola e aproveitando o dia. Ele apareceu e eu não imaginei que fosse me bater. Quando ele veio para cima de mim, ele disse: ‘E agora?’, me deu um murro e eu já caí no chão”, conta.
 
“Ele me bateu sem parar. Eu só fiquei tentando me defender e protegi a minha cabeça, que era o mais importante”, acrescentou.
 
O caso
O adolescente contou aos investigadores que, antes da série de chutes, Victor se aproximou e perguntou: “Você vai correr? Você não disse que não sou seu pai?”. Em seguida, o homem desferiu um soco no rosto do menor de idade. O garoto caiu no chão, Victor o xingou de “filho da puta”, “desgraçado”, e afirmou: “Na próxima vez, vou é te matar”.
 
Imagens mostram o momento em que o menino está caído no chão de uma quadra de esportes, enquanto Victor o chuta pelo menos cinco vezes.
 
A gravação tem apenas 12 segundos, mas as crianças que estavam na quadra esportiva afirmam que o homem agrediu o adolescente por cerca de 3 minutos. Os vizinhos confirmam a versão do garoto, de que as agressões teriam sido motivadas pelos assobios que o jovem fazia para chamar a mãe na frente de casa.
 
O agressor
Segundo Eduardo Ribeiro Machado, 32 anos, morador da região que recebeu o vídeo minutos após as agressões, esta não é a primeira vez que Victor se envolve em polêmicas na cidade. Há seis meses, um grupo de reeducandos do sistema socioeducativo limpava a calçada na rua, quando o homem passou de carro, de forma abrupta. Os reeducandos reclamaram, e o suspeito teria dado ré e os ameaçado. “Ele é um cara muito frio e agressivo”, avaliou o servidor público.
 
Assim que ficaram sabendo do ocorrido, vizinhos de Victor cercaram a casa do suspeito, ainda na tarde de sábado (23/4). O grupo tinha a intenção de questionar pessoalmente os ataques brutais ao garoto.
 
O momento em que moradores vão até a casa de Victor foi filmado. Nas imagens, é possível ver o grupo de homens em frente à residência do agressor, perguntando sobre o paradeiro do suspeito. Acuados, o pai e a irmã de Victor ficaram o tempo todo na parte de dentro do imóvel, protegidos por grades. Os familiares disseram que o rapaz não estava na residência e que a polícia já investiga o caso.
 
 “Viemos defender ele. Aqui é Divineia. Aqui é unido ainda”, disse um dos moradores,
 
Exaltados, os homens queriam falar pessoalmente com Victor de Sales. “A delegacia não vai resolver, não. Nós vamos conversar com ele depois”, pontua um integrante do grupo. “Covarde  bradou outro.


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