21/05/2024 às 09h44min - Atualizada em 21/05/2024 às 09h44min

DF tem segundo melhor índice de alfabetização do país, segundo IBGE

Entre as ações do GDF para atingir o bom índice estão o programa Alfaletrando, voltado para garantir a alfabetização de crianças até o 2º ano, e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) combatendo o analfabetismo

​A subsecretária Iêdes Braga ressalta que “quando eu alfabetizo na idade certa, garanto uma trajetória dentro do fluxo regular” | Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

O Distrito Federal tem uma das melhores taxas de alfabetização do país. Isso se deve ao esforço do Governo do Distrito Federal (GDF) em garantir ensino público de qualidade desde os primeiros anos escolares passando pela etapa de retorno aos estudos por quem teve que colocar a escola em segundo plano. De acordo com o Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 97,2% da população da capital é alfabetizada, ficando atrás apenas de Santa Catarina, que alcançou a marca de 97,3% de alfabetizados.

A subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação do DF (SEE-DF), Iêdes Braga, avalia que os esforços do GDF são determinantes para alcançar esse resultado. Entre eles, está o programa Alfaletrando, lançado este ano, que antecipa a continuidade do foco de alfabetização do 3º para o 2º ano do ensino fundamental, além de recompor as aprendizagens das crianças dos 3º, 4º e 5º anos, por conta do impacto da pandemia da covid-19.

O programa tem uma abordagem pedagógica inovadora, com recursos e práticas educacionais modernas para estimular o interesse e a participação dos estudantes. A SEE-DF também preparou material de apoio específico com foco na alfabetização das crianças de até 7 anos, para além do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). As ações vão ajudar ainda mais a elevar o índice de alfabetização no DF.

“O programa foi construído pelos próprios professores e reflete a realidade do DF. Também temos todo um trabalho articulado da rede voltado para uma gestão compartilhada, ações de formação e acompanhamento nas unidades escolares”, observa a subsecretária.

No ensino fundamental, são 28.219 matrículas no 1º ano do ensino fundamental e outros 27.816 no 2º ano. “Quando eu alfabetizo na idade certa, garanto uma trajetória dentro do fluxo regular”, ressalta Iêdes.
Nunca é tarde para aprender

Em outra frente, a Secretaria de Educação do DF trabalha para incluir as pessoas que não puderam estudar na idade certa com a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essa modalidade é dividida em três segmentos: o primeiro ano é voltado à alfabetização e os demais aos anos finais do ensino fundamental. Para facilitar a vida de quem quer iniciar ou retomar os estudos, a matrícula no EJA pode ser realizada a qualquer tempo, diferentemente do ensino regular.

Atualmente, são 3.470 estudantes matriculados no 1º segmento, outros 10.445 no 2º segmento e 11.816 estudantes no 3º segmento. O EJA está presente em 99 unidades nas 14 regionais de ensino para que moradores de todo o DF tenham oportunidade de estudar, além das escolas polos que oferecem aulas nos períodos noturno e diurno.

“A gente dá oportunidade para esse cidadão que não se matriculou, mas que se viu motivado poder voltar a estudar a qualquer momento”, ressalta Iêdes. Somado a isso, a SEE-DF faz a busca ativa com chamamento público para que as pessoas se matriculem.

Para tornar o ensino mais atrativo para esse segmento, os professores são capacitados para trabalhar a alfabetização com didática focada nos adultos. “O que vemos em muitos programas que não usam o conceito de andragogia (ensino para adultos) e não consideram essa condição humana da fase adulta, é o abandono escolar. A gente busca compreender os adultos nessa condição, com metodologia própria, o que faz eles se sentirem acolhidos”, explica.

A SEE-DF também vai iniciar uma nova fase do Brasil Alfabetizado, programa do governo federal executado pelo GDF. Serão abertas cerca de 100 turmas voltadas para a educação de adultos. A expectativa é atender 2,5 mil pessoas. “Nos próximos anos, a meta é melhorar cada vez mais esses índices até zerarmos (o analfabetismo)”, afirma a subsecretária.


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