Jair Renan fecha acordo para pagar dívida de quase R$ 500 mil

Filho do ex-presidente fechou acordo para honrar dívida com banco até 28 de fevereiro, mas, por causa do feriado, pagamento ainda não caiu

05/03/2025 07h43 - Atualizado há 4 semanas
Jair Renan fecha acordo para pagar dívida de quase R$ 500 mil
Reprodução

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) fechou um acordo de quase R$ 500 mil de uma dívida com o banco Santander. O vereador eleito por Balneário Camboriú firmou a promessa com a instituição bancária na última semana.

Documentos obtidos pela imprensa mostram que a dívida, inicialmente estimada em R$ 360 mil, com juros, tornou-se uma bola de neve de R$ 433,3 mil. O acordo fechado pelo filho 04 com o Santander é de R$ 409,5 mil em uma única parcela.

Jair Renan e a instituição assinaram os documentos na última semana, e o vereador comprometeu-se a pagar a dívida até sexta-feira (28/2). O 04 alegou não ter condições de pagar a dívida na integridade; por isso, pediu um acordo com o banco, que aceitou.

Nas cláusulas do contrato obtido pela reportagem, caso não haja o pagamento até o próximo dia útil — vencimentos de boletos poderão ser pagos, sem acréscimo, no dia útil seguinte, ou seja, na quarta-feira (5/3), será acrescida multa de 2% sobre o valor da parcela vencida, em caso de inadimplência.

Além disso, se o acordo não for cumprido, a dívida será reconstituída nos termos originais, e o banco poderá retomar a execução da dívida, seja retendo valores da conta bancária, seja com apreensões de bens do 04.

Inicialmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro havia dito que quitaria a dívida do filho. A reportagem entrou em contato com Jair Renan para entender como será a quitação dos valores, mas, até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.

Dívida

A dívida de Jair Renan está no centro de uma denúncia feita pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), e aceita pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), por lavagem de dinheiro, uso de documento falso e falsidade ideológica.

A cobrança do débito é realizada por uma empresa que comprou diversas dívidas de clientes com o Santander. O processo no qual 04 é réu tramita em segredo de Justiça.


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