05/09/2017 às 11h47min - Atualizada em 05/09/2017 às 11h47min

Hran desativa caldeiras

Esse é o quarto hospital da rede a aposentar o equipamento

Assessoria de Comunicação Social

 

 

Após investir em um novo sistema de energia não poluente, o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) desligou definitivamente suas caldeiras. Com baixo custo de manutenção e eficiência, a modernização consiste na instalação de dois aquecedores de passagem que já estão em funcionamento na unidade. Com a substituição, esse será o quarto hospital da Secretaria de Saúde a desativar as caldeiras - os de Ceilândia, Brazlândia e Sobradinho já aposentaram os equipamentos.

 

"O Hran depende das caldeiras desde sua inauguração, ou seja, há quase 33 anos. Desde junho de 2016, estávamos trabalhando em uma solução para desativar esse sistema antigo", explicou a diretora administrativa da unidade, Suzy Galdino. Segundo ela, o investimento foi de aproximadamente R$ 80 mil, custeados com pagamento de verba de contrapartida de universidades e de penas alternativas de crimes de menor potencial ofensivo pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

 

As caldeiras são usadas para geração de vapor para diversas áreas como esterilização de materiais, lavagem e secagem de roupas, aquecimento de água para banho e, na cozinha, para preparar os alimentos. O Hran possui duas caldeiras, uma delas interditada há mais de dois anos. Atualmente, a caldeira é ligada duas vezes ao dia, no início da manhã e no começo da tarde.

 

Diferentemente das caldeiras, o novo equipamento não gera fumaça, reduzindo a poluição do meio ambiente. "Outro benefício é que o Hran deixará de depender do abastecimento de óleo para funcionamento do equipamento e de contrato com empresa de manutenção e operação. Isso gera economia e evita riscos de suspensão nos serviços que necessitam utilizar vapor", explicou Suzy.

 

MODERNIZAÇÃO – O novo sistema utiliza como fonte a energia elétrica e o consumo é de 60 quilowatts por hora. Os equipamentos foram instalados nas Salas de Boilers (onde ficam os reservatórios de água aquecida), uma fica na Ala Norte e outra, na Ala Sul.

 

Após ser aquecida pelo sistema automatizado, a água fica armazenada nos dois reservatórios, cada um com capacidade para 1000 litros por hora com variação de temperatura de até 50 graus Celsius. À medida que a água é usada, o equipamento faz a reposição. Com isso, a capacidade total é de 2 mil litros por hora, o equivalente ao produzido anteriormente pela caldeira.

 

"Os aquecedores são independentes, já que cada um abastece um ala do hospital. Caso um dos equipamentos apresente falha, é possível fazer uma interligação para que o hospital não fique totalmente sem água quente, como ocorria com a caldeira", explicou o gerente Operacional do Hran, Ivanildo Guedes da Costa.

 

Segundo ele, a manutenção será feita pela própria equipe de técnicos do hospital. "O novo sistema é prático. Funciona de maneira semelhando a um chuveiro. Com isso, caso pare de funcionar, basta trocar a resistência, o que pode ser feito em aproximadamente duas horas", explicou Ivanildo.

 

Ainda não é possível saber exatamente o valor da economia, já que o contrato de manutenção e operação das caldeiras hoje é global, ou seja, para toda a rede. Quanto à energia, o Hran vem reduzindo o consumo mensal em 20% desde 2016. Com isso, dependendo do aumento na conta, a unidade ainda estará dentro da média de consumo anual.

 

OUTRAS UNIDADES – Durante o ano de 2016, a Secretaria de Saúde desativou seis caldeiras nos hospitais regionais de Ceilândia, Brazlândia e Sobradinho. Para isso, as unidades substituíram os chuveiros por elétricos, adquiriram autoclaves elétricas e, no caso da lavanderia, os processos passaram a ser realizados com água fria, utilizando um produto que dispensa aquecimento para higienização. A exceção é Sobradinho, onde o serviço de lavanderia foi terceirizado.

 

De acordo com a Subsecretaria de Infraestrutura em Saúde (Sinfra), após o Hran, a previsão é que o próximo hospital a desligar as caldeiras definitivamente seja o Hmib, que fará as mesmas adaptações realizadas nos hospitais de Ceilândia e Brazlândia. Está na lista, ainda, Taguatinga, que deve aderir ao sistema de aquecimento central, autoclaves elétricas e usará insumos que não necessitam de água quente na lavanderia.

 

Outros hospitais que também dependem de caldeiras e devem ser modernizados futuramente são: Base, Paranoá, Gama, Planaltina e Santa Maria. Para essas caldeiras, enquanto não ocorre a desativação, já está em andamento pela Novacap uma licitação para garantir manutenção preventiva e corretiva.


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