31/01/2018 às 08h08min - Atualizada em 31/01/2018 às 08h08min

Ex-namorado foi responsável pelo assassinato de homem no Parque da Cidade, garante PCDF

Versões dadas pelo suspeito divergiram durante depoimento. O crime ocorreu no fim do ano passado

Jbr

Às vésperas de completar um mês da prisão temporária, ocorrida no último dia 2, a Polícia Civil pediu à Justiça que o principal suspeito do homicídio de Ricardo Pio Rodrigues, 42, tenha a detenção convertida para preventiva, pois a liberdade dele poderia atrapalhar as investigações. Frederico Bruno Floriano da Silva, 42, é suspeito de ter matado o ex-namorado com um tiro no peito no Parque da Cidade, no dia 22 de dezembro do ano passado. Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

O delegado adjunto da 1ª DP (Asa sul), Ataliba Neto, assegura que, apesar das negativas do suspeito, não há dúvidas de que ele seja o culpado. Além disso, o indiciado se contradisse em vários momentos do depoimento. O primeiro deles teria sido sobre o assassinato, dia 22 de dezembro, em que Frederico afirmou que tinha ido para casa na noite do crime e não teria saído mais.

Porém, foi descoberto, por meio de análise do sistema de entrada e saída do condomínio onde ele morava com os pais, em Sobradinho, que ele deixou o local na madrugada do dia 22, à 0h51, e só retornou às 2h05.


Registro de entrada e saída de suspeito em condomínio

Ele também teria dito que não foi ao parque, mas a polícia obteve imagens do carro dele, um Pálio Branco, entrando no estacionamento próximo de onde o corpo de Ricardo foi encontrado.

 

O delegado Ataliba lembra que depois desses confrontos, o homem admitiu que teria saído de casa e que foi ao Parque da Cidade, porém teria ficado apenas 20 minutos por lá, procurando pelo ex, mas não o encontrou e foi embora.

Ciúme

Após conversas e análises das mensagens do celular da vítima, a polícia confirmou que Ricardo tentava, desde novembro de 2017, terminar o relacionamento que durou cerca de dois anos e meio, mas não obtinha sucesso porque o suposto autor não permitia. “Frederico era ciumento, possessivo e exigia que Ricardo falasse onde estava. Ele era tão desconfiado que pedia videochamada”, complementa o delegado Ataliba Neto.


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