07/03/2018 às 15h34min - Atualizada em 07/03/2018 às 15h34min

BB deixa de identificar origem e destino de R$ 23 milhões e atrasa investigação contra senador

Ivo Cassol, do PP de Rondônia, é alvo de inquérito que tramita desde 2013 no Supremo Tribunal Federal

Revista Época
A Polícia Federal recebeu do Banco do Brasil informações incompletas sobre a movimentação financeira de um suspeito alvo de apuração relacionada ao senador Ivo Cassol (PP-RO). Após a quebra do sigilo bancário dos investigados, incluindo o parlamentar, o banco forneceu à PF, sem identificar origem e destino, dados referentes a R$ 23 milhões de um total de R$ 87 milhões em transações. Cassol é suspeito de ser beneficiário, quando governou Rondônia, de um esquema envolvendo a empresa VP de São Paulo Construtora, responsável pela extração de madeira na área das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira. O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2013.

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Ministério Público investiga senador por esquema em extração de madeira em Rondônia
 A suspeita é que Ivo Cassol recebeu, quando foi governador, dinheiro de empresa contratada para serviços relativos a hidrelétricas.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal que interrogue o senador Ivo Cassol (PP-RO), suspeito de ser beneficiário, quando governou Rondônia, de um esquema envolvendo a empresa VP de São Paulo Construtora, responsável pela extração de madeira na área das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira. De acordo com o inquérito, Cassol “utilizou o cargo de governador do estado para conseguir vantagens pessoais com as usinas hidrelétricas através do contrato de supressão e compra da madeira dos futuros reservatórios das usinas”.

É apurada a suspeita de que, a título de adiantamento, tenham sido transferidos a Cassol pelo menos R$ 2,5 milhões, valor exigido por ele para que a empresa tivesse a exclusividade na compra da madeira extraída das usinas por valor abaixo do preço de mercado, de acordo com as informações reunidas pelo Ministério Público Federal.

Toffoli determinou que a PF colha também o depoimento do filho do parlamentar, Ivo Júnior Cassol, responsável pela empresa apontada como o destino do dinheiro.

 


 


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