08/03/2018 às 20h14min - Atualizada em 08/03/2018 às 20h14min

Pronunciamento do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, nesta quinta-feira (8), durante a celebração do Dia Internacional da Mulher

Após cumprimentar as autoridades e o público presentes, o governador proferiu o seguinte discurso:

Assessoria de Comunicação Social

Realmente nós estamos vivendo um momento de muita reflexão, é um momento de muita mobilização e deve ser um momento de muita união para que possamos avançar na construção de uma sociedade mais igualitária, mais generosa e mais amorosa. A gente fica muito feliz quando a gente abre o jornal hoje e vê que o Distrito Federal foi a primeira Unidade da Federação a superar uma desigualdade, que é a desigualdade de renda, que é uma desigualdade muito importante. A gente sabe que isso significa empoderamento das mulheres. Então, essa é uma conquista muito importante para a sociedade brasiliense.

É claro que nós temos muito o que avançar. Quando a gente faz um esforço imenso, um esforço bem-sucedido e vem conseguindo reduzir o número de homicídios no Distrito Federal, que vem conseguindo reduzir de forma significativa os crimes violentos, letais, intencionais, mas a gente percebe ainda, que tem aumentado os números de estupro no Distrito Federal, isso serve para reflexão e eu quero aqui destacar dois pontos dessa reflexão. 

O primeiro é que as mulheres não estão mais sofrendo caladas. As mulheres estão denunciando e isso é uma atitude muito importante para o combate à violência. Desde o mês de fevereiro, foram divulgados recentemente os dados, pelo menos um terço dos casos de estupro são casos que aconteceram anteriormente e que foram notificados ao longo desse mês. Não foram casos que aconteceram no mês de fevereiro, mas é muito importante que esses casos sejam notificados para que as pessoas sejam punidas. Mas, ao mesmo tempo, a gente percebe que ainda há um número muito alto e grande parte dessas ações acontecem em ambiente familiar, em ambientes de conhecimento das pessoas, com pessoas conhecidas, o que demonstra que devemos ter uma mudança cultural. Daí a importância de transformar a cidade numa cidade escola. Gostei muito dessa ideia. E todos os espaços urbanos, como o espaço do transporte coletivo seja transformado em um espaço de conscientização, num espaço de educação, num espaço que permita a superação desses mesmos desafios. É muito importante aqui registrar todas essas questões e ações específicas que foram feitas em relação a mulher, a Casa da Mulher, o Centro 18 de Maio, as Delegacias de Combate ao Crime e Contra a Descriminação e muito importante. Mais temos que frisar algumas ações de políticas públicas que são extremamente importantes sobre tudo para as mulheres. Quando a gente fala da cidade que tinha 28% de cobertura da atenção primária e nós estamos com 69% de cobertura na atenção primária das famílias, isso favorece o conjunto da população e favorece sobretudo as mulheres, as cuidadoras, os filhos dessas mulheres, portanto isso é um avanço muito grande. Quando a gente fala da inauguração de um hospital da criança nós estamos falando também do cuidado com a mulher, quando falamos de espaço para saúde que inauguramos em Samambaia e em Brazlândia onde inauguramos ontem um CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) extremamente importante para as mulheres. Da mesma forma a questão da educação, o fato da educação para crianças de 4 e 5 anos é uma luta histórica das mulheres. Ontem nós estávamos em Brazlândia que é a única cidade que universalizou a educação a partir de 6 meses a 5 anos, só os países mais desenvolvidos do mundo talvez Brazlândia seja a única cidade brasileira a ter isso, nosso governo já inaugurou mais de 20 creches no Distrito Federal e está construindo várias outras. Nesse momento nós temos 12 mil crianças a mais nas redes púbicas e isso é uma luta histórica das mulheres. Portanto, esse é um momento de celebração, mais sobretudo um momento de reflexão e um momento de união do que podemos fazer juntos para fazer muito mais. O governo estar aí para ser cobrado, cobrado pela sociedade civil, mas não apenas cobrado, é papel da sociedade civil cobrar, é papel cobrar, é papel dos órgãos de controle cobrar, é papel da Câmara Legislativa cobrar, mas é também papel dessas instituições apresentarem sugestões para que juntos possamos avançar. E eu tenho muita convicção que um Brasil mais justos, mais solidário, mais generoso, com igualdade, não é uma luta só das mulheres e dos homens comprometido com a cidade e com um país melhor, se a gente tiver capacidade de fazermos juntos nós vamos fazer muito mais e vamos fazer melhor. Parabéns à todas as mulheres brasileiras.


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