24/03/2018 às 08h14min - Atualizada em 24/03/2018 às 08h14min

Servidor da CLDF, preso em operação no DFTrans, é exonerado

Alexandre Lopes Alencar era lotado no gabinete da distrital. A parlamentar informou desconhecer suposta ligação dele com fraude

Metrópoles

Um dia depois de ser preso suspeito de participar de um esquema de corrupção bilionário no DFTrans, Alexandre Lopes Alencar, lotado no gabinete da deputada distrital Celina Leão (PPS), foi exonerado nesta sexta-feira (16/3).

Ele foi um dos 34 presos na Operação Trickster, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) contra fraudes e desvios de recursos do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA).

O gabinete da distrital informou, por meio de nota, que Alexandre Lopes recebia dos cofres da Câmara Legislativa salário de R$ 5.030,46 e trabalhava como “setorial na região administrativa de Santa Maria”.
 

Ainda segundo a nota, o suposto envolvimento do funcionário comissionado “não era do conhecimento da parlamentar . Ela defendeu a ampla investigação no combate a qualquer ilegalidade.

Reprodução/Diário da CLDF

Reprodução/Diário da CLDF

O papel de Alencar no grupo não foi esclarecido pela PCDF. A corporação informou apenas que a investigação teve início há aproximadamente seis meses e revelou tratar-se de uma associação estruturalmente ordenada, com clara divisão de tarefas. Um grupo seria responsável por inserção de dados falsos no sistema, com inclusão de empresas inexistentes e vinculação de supostos funcionários a elas.

 

Outro teria a tarefa de validar a compra de créditos de vale-transporte gerados fraudulentamente para as empresas jurídicas inexistentes. Um terceiro agiria descarregando o crédito dos cartões. Os golpes cometidos transformavam créditos fictícios em dinheiro vivo.

Os integrantes do grupo criminoso são investigados pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato majorado, peculato e lavagem de dinheiro.

O esquema funcionava desde 2014. O grupo descarregava os créditos de cartões de vale-transporte nos validadores de ônibus de forma sequencial e em linhas distintas. Tudo era feito com empresas de fachada e trabalhadores fantasmas.

Além de Alencar, foram presos o auditor da Secretaria de Mobilidade Pedro Jorge Brasil, considerado o líder da quadrilha, a mulher dele, ex-funcionários do DFTrans, um empregado da Viação Pioneira e outras pessoas que participavam da fraude, entre elas, Valdir Luiz França, velho conhecido de políticos do Distrito Federal pela atuação como cabo eleitoral. Recentemente, Valdir estava trabalhando com cooperativas de transporte em Planaltina de Goiás, Entorno do DF.


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