29/03/2018 às 05h49min - Atualizada em 29/03/2018 às 05h49min

Sindicato critica prisão de policial civil que atirou em taxista no Sudoeste

O Sinpol-DF considerou a prisão precipitada e que ela se deu "em razão de opiniões de internet, preconceitos e pressões externas"

Dois dias após a prisão do policial civil que atirou contra um taxista durante briga de trânsito no Sudoeste, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF) se manifestou, em nota, contra a forma como vem sendo conduzido o caso. O sindicato considerou a prisão precipitada, e que ela se deu “em razão de opiniões de internet, preconceitos e pressões externas”. Afirmou, ainda, que a detenção só deveria ter sido pedida após o aprofundamento das investigações, por meio da corregedoria da corporação.

Por esse motivo, o Sinpol-DF, em um trecho da nota, condenou a exposição do servidor público e criticou a divulgação de um vídeo que flagrou o episódio, argumentando que praticamente ninguém sabe o que aconteceu antes, durante e após a gravação. Ainda assim, o Sinpol-DF defende a tese de que o que pode ser visto nas imagens é um caso de legítima defesa. “Pelo vídeo é possível verificar que o taxista tenta arrancar a arma das mãos do policial. Se houvesse intenção de matar, o agente poderia ultimar essa intenção. Ao contrário, o policial entra em seu veículo e vai embora”, pondera.

Por fim, o sindicato lamentou o ocorrido e defendeu que que prega maiores investimentos em segurança e maior atenção à saúde mental dos policiais civis, acrescentando que o episódio ocorreu “em uma semana em que, tragicamente, houve o registro de dois suicídios no meio policial”. “O Sinpol-DF acompanha, por meio de seus advogados, a situação envolvendo um de seus filiados e cobra acompanhamento psicológico e psiquiátrico ao policial envolvido. Além, é claro, de preservação de todos seus direitos e garantias constitucionais”, finalizou.

Entenda o caso

O agente da Polícia Civil Davy Sad que atirou no taxista Wilson Passatutto, 64 anos, na última sexta (23), se entregou nessa segunda (26). O policial tem nove antecedentes criminais, entre eles por ameaça, injúria e lesão corporal. Wilson continua internado em estado grave em um hospital particular, onde foi submetido a uma cirurgia, e respira com ajuda de aparelhos. O disparo atingiu um rim, o fígado e um pulmão.

O caso foi registrado como acidente de trânsito com tentativa de homicídio. A corregedoria da PCDF pediu a prisão do agente, que era considerado foragido até se apresentar. O episódio ocorreu na altura da Quadra 104. Testemunhas disseram que a briga teria começado após o agressor bater no carro do taxista. A vítima desceu para ver o prejuízo e a discussão teve início. O policial teria atirado três vezes e voltado para pegar as cápsulas das balas.


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