02/04/2018 às 06h44min - Atualizada em 02/04/2018 às 06h44min

Por mandato, distritais vão trocar de partido para as eleições de 2018

Seja para concorrer a uma reeleição ou alçar voos mais altos, integrantes da Câmara Legislativa têm até o dia 7 para mudar de sigla. Modelo eleitoral brasileiro exige que candidatos integrem coligações fortes

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Em busca de espaço, estrutura financeira e coligações favoráveis, ou mesmo por desavenças com correligionários, oito dos 24 distritais estudam mudar de partido. De olho no prazo para o troca-troca, que acaba no sábado, eles preveem uma semana de negociações e cautela, visto que um passo em falso na escolha da nova sigla pode custar a reeleição ou o voo mais alto, para a Câmara dos Deputados, por exemplo.
 
Os pré-candidatos pisam em ovos porque, no sistema proporcional — válido para as candidaturas a distrital e federal —, nem sempre o mais votado ganha. As coligações ou partidos devem atingir um quociente específico. Depois, calculam-se quais frentes tiveram mais votos e as vagas disponíveis são distribuídas entre os políticos mais bem colocados em cada grupo.
 
O quesito é levado em consideração por Rodrigo Delmasso (Podemos). Antes decidido a trocar o partido por outra legenda de centro-direita, ele passou a considerar a permanência. A mudança de posicionamento deve-se à substituição, na presidência regional da agremiação, da pré-candidata ao Palácio do Buriti Eliana Pedrosa, pelo deputado federal Ronaldo Fonseca, que deve disputar o Senado. Delmasso baterá o martelo até quinta-feira. “Havia dificuldade no projeto de Eliana, porque não encontrávamos partidos que aderissem à ideia dela de ser governadora. Isso dificultaria coligações também para as proporcionais e poderia nos impedir de chegar ao quociente”, explicou.
Sem partido desde maio de 2017, quando deixou a Rede para fazer oposição à gestão do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Claudio Abrantes espera definir a legenda pela qual disputará a reeleição até terça-feira. “Na última eleição, todos os partidos que tiveram eleitos estavam coligados. É importante avaliar os cenários e confiar na sigla”, argumentou.

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