18/04/2018 às 18h51min - Atualizada em 18/04/2018 às 18h51min

erez Esquivel quis ver Lula, mas ficou querendo

Marcos Machado
Do Plenário

A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela custódia do preso Luiz Inácio Lula da Silva, vulgo Lula, negou a autorização para que o argentino Adolfo Perez Esquivel visite Lula na Superintendência da Polícia Federal. O ex-presidente está preso desde o último dia 7, onde cumpre pena por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Esquivel ganhou o Prêmio Nobel da Paz, de 1980.

Além da sala onde está Lula, Esquivel solicitou autorização para inspecionar as demais instalações da superintendência, na condição de presidente da organização não governamental Serviço de Justiça e Paz (Serpaj).

“Efetivamente, não há fundamento legal a amparar a pretensão deduzida”, disse a juíza no despacho, justificando que o direito dado a órgãos internacionais não são estendidos a órgãos sociais de caráter não governamental, já que, embora seja entidade consultiva das Nações Unidas, a Serpaj não a integra.

A juíza disse ainda que não há indicativo de violação a direitos dos presos na carceragem da PF. “Especificamente em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reservou-se, inclusive, espécie de Sala de Estado Maior, separada dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física”, disse.

Na terça-feira (17), o preso recebeu visita de uma comitiva da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, fato também citado no despacho da juíza. “A repetida efetivação de tais diligências, além de despida de motivação, apresenta-se incompatível com o regular funcionamento da repartição pública e dificulta a rotina do estabelecimento de custódia. Acaba por prejudicar o adequado cumprimento da pena e a segurança da unidade e de seus arredores”.

Esquivel está no Brasil e participou de uma aula magna na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nessa terça-feira (17), ele visitou o Museu da Maré, no Rio de Janeiro, onde participou de uma homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada no Rio de Janeiro.

Durante a visita, o ativista dos direitos humanos afirmou que vai indicar, em setembro, o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Prêmio Nobel da Paz. Segundo ele, buscará apoio para a indicação.”O nome [de Lula] conta com a força do trabalho [que ele desenvolveu em favor dos] mais necessitados, pobres e marginalizados. Ele tirou da pobreza extrema mais de 30 milhões de brasileiros”, disse.

NOTA DA REDAÇÃO

O senhor Adolfo Perez Esquivel repete o discurso petista como papagaio sem atentar para os dados reais sobre a questão da pobreza no Brasil que, segundo institutos ilibados, não diminuiu, pelo contrário. Demonstra, lamentavelmente, total desconhecimento da realidade brasileira e prefere acreditar em mentiras ideologicamente arquitetadas do que pesquisar e se informar. Seria vergonhoso que indicasse um preso, condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes, ao prêmio da paz.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 50 milhões de brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e têm renda familiar equivalente a R$ 387,07 – ou US$ 5,5 por dia, valor adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa é pobre.

Os dados indicam, ainda, que o maior índice de pobreza se dá na Região Nordeste do país, onde 43,5% da população se enquadram nessa situação. A situação é ainda mais grave se levadas em conta as estatísticas envolvendo crianças de zero a 14 anos de idade. No país, 42% das crianças nesta faixa etária se enquadram nestas condições e sobrevivem com apenas US$ 5,5 por dia.

Vá estudar, senhor Esquivel. É patético viver de glória passada.


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