26/04/2018 às 20h10min - Atualizada em 26/04/2018 às 20h10min

Antônio Palocci fecha delação premiada

(As informações são do jornal O Globo e da revista Veja

O ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci (PT), preso em Curitiba há mais de um ano, assinou acordo de delação premiada, após meses de negociação. Palocci prestou os depoimentos e fechou o acordo com a Polícia Federal. Antes, ele tentou, sem sucesso, negociar com os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Antônio Palocci, uma das principais lideranças do PT, que chefiou o Ministério da Fazenda no primeiro governo do agora preso Luiz Inácio Lula da Silva e a Casa Civil no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff, deve fornecer mais detalhes sobre os esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro protagonizado pelo Partido dos Trabalhadores e suas lideranças. A expectativa é que ele possa envolver outros nomes ainda desconhecidos das investigações, sobretudo no setor empresarial, no qual sempre foi um dos petistas mais influente.

No ano passado, Palocci deu um depoimento contundente envolvendo o ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro, acusando-o de ter feito um “pacto de sangue” para o recebimento de propinas da empreiteira Odebrecht.

“Não posso deixar de destacar o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política”, disse Palocci. Como de costume, Lula se defendeu acusando seu ex-braço-direito de ter mentido com a finalidade de obter o que está agora mais próximo de conseguir: uma delação premiada que lhe garantisse benefícios judiciais.

O acordo de Antonio Palocci com a Polícia Federal ainda precisará ser homologado pela Justiça. Entre outras coisas, será analisado se o ex-petista apresentou os chamados “elementos de corroboração”, as provas das acusações. A responsabilidade pela decisão, se o Supremo Tribunal Federal (STF) ou o juiz Sergio Moro, dependerá da existência de autoridades com foro privilegiado e do nível de relação dos fatos narrados com as investigações da Lava Jato.

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