23/07/2018 às 07h29min - Atualizada em 23/07/2018 às 07h29min

Frejat anuncia hoje se mantém o nome na disputa eleitoral

'Minha decisão foi pensada e, até agora, não mudou, mas vou esperar a reunião com o partido', disse disse com exclusividade ao Correio. Políticos aguardam decisão para anunciar chapas

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“Estou num silêncio obsequioso”. A incumbência imposta pela Santa Sé a religiosos foi a medida adotada por Jofran Frejat (PR) para se esquivar da pressão política dos últimos dias. Com a maior intenção de votos ao cargo de chefe do Executivo local, Frejat promete definir hoje se continua a pleitear o cargo de governador do DF. Não crava uma resposta, mas dá indícios. “Minha decisão foi pensada e, até agora, não mudou, mas vou esperar a reunião com o partido”, pondera.
 
A corrida ao Palácio do Buriti ganhou contornos ainda mais obscuros nos últimos 10 dias. Desde de que Frejat abandonou a campanha, numa sexta-feira 13, até candidatos de chapas “sólidas”, repensaram suas escolhas. A indefinição, pela volta ou deserção total, deve ter fim nesta tarde, após encontro de caciques do PR, sob as coordenadas do ex-deputado Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da sigla.


“O diabo”

 
“As pessoas começaram a fazer pressão. Vieram para a porta da minha casa pedir que eu voltasse à campanha. A verdade é que (os políticos) não estão preocupados com Brasília, mas sim, com a política”, reclama Frejat. O “diabo” que o fez desistir, continua sem nome, mas parece que ainda tem muita força sob sua decisão. “Isso foi uma figura de linguagem antiga que usei”, despista, ao ser questionado sobre o assunto.
 
Se, de um lado opositores brindaram a desistência, que no atual cenário beneficiaria a recondução de Rodrigo Rollemberg (PSB) ao cargo de governador, outros cogitaram ceder espaço a Frejat para ter sua chapa ligada ao figurão da política local. Articuladores de campanha viram brecha para moeda de troca. Muitas interesses, mas nenhuma aliança vingou.
 
Alguns acusam Frejat de blefe, de golpe de marketing e de manobra da tão criticada “velha política”. Ele rebate. “Só se eu fosse imbecil para fazer isso. Como seria blefe se tenho mais que o dobro das intenções de voto do segundo colocado nas pesquisas?”, rechaça, com indignação.
 

Articulações

 
Nos bastidores, interlocutores dizem que Frejat faz exigências. Quer ter controle sobre sua candidatura, possíveis aliados e escolher os nomes que entram e aqueles que não serão sequer pronunciados na composição de um possível governo. A executiva nacional do PR monitora a encruzilhada, que virou a campanha. Pode ceder aos desejos de Frejat, mas não tanto.
 
Certeza mesmo é de que o impasse movimentou as convenções partidárias. Eliana Pedrosa (Pros) lançou sua candidatura junto de Alírio Neto (PTB) no sábado. Numa tentativa de fisgar o eleitor confuso com a novela de Frejat, esqueceu da amizade com o ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde e partiu para o ataque. “Não somos a candidatura ioiô. Aqui tem candidata a governadora e a vice-governador”, disse no palanque.
 
Grupos aguardam decisão definitiva de Frejat para anunciar chapas. Para a campanha começar de verdade, o mistério em torno de um dos principais nomes da disputa local tem que chegar ao fim. Os interlocutores observam. “Nesse momento, todo mundo se fala, todo mundo articula”, conta um coordenador de campanha, que pediu para não ser identificado. Frejat nega. “Neste momento, não atendo nem a telefonemas”, encerra.
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