07/08/2018 às 09h20min - Atualizada em 07/08/2018 às 09h20min

Polícia de SP acha corpo de PM desaparecida em Paraisópolis

Corpo estava dentro de carro abandonado na zona sul da capital paulista

Folha de S. Paulo.
Policiais militares encontraram na noite desta segunda-feira (6) o corpo da policial militar Juliane dos Santos Duarte, 27, que estava desaparecida desde a madrugada de quinta-feira (2). Segundo a Secretaria de Segurança Pública paulista, o corpo foi reconhecido como sendo da soldado que sumiu após ser vista pela última vez na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. A perícia, com exame de DNA e análise da arcada dentária, feita pelos agentes do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), no entanto, ainda não foi realizada. O corpo da policial estava no interior de um veículo Honda Civic, abandonado em uma rua de Jurubatuba, também na zona sul, a 8,5 km de distância do local onde Juliane desapareceu. Ela estava com a calça camuflada usada no mesmo dia em que sumiu. Juliane foi levada de Paraisópolis por um bando com homens encapuzados e armados, após ter o celular roubado e se identificar como policial em um bar.

Era a primeira madrugada dela das férias deste ano da corporação. Após o desaparecimento da soldado, policiais civis e militares vasculharam a região da comunidade, com carros e helicópteros. De acordo com o corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes, a moto que a policial usava foi encontrada em Alto de Pinheiros, na zona oeste, e a polícia trabalhava na identificação dos envolvidos. "Os batalhões de choque [estão] fazendo policiamento dia e noite na região. Entrevistando e revistando pessoas que entram e saem da comunidade. É uma ocupação territorial", afirmou. Juliane era policial militar havia dois anos. Lotada em uma companhia que faz patrulhamento no Jabaquara, na zona sul da cidade, ela morava apenas com a mãe, Cleusa dos Santos, 57, que sofre de câncer na medula óssea, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. "Eu liguei, eu ligo para o celular, mas ela não atende. Chama, mas não atende , afirmou a mãe na sexta-feira (3). Cleusa era cobradora de ônibus antes de ser demitida, meses atrás. "Estou afastada com sérios problemas de saúde. A empresa me mandou embora e eu nem sabia que estava doente", disse. Juliane era a filha mais nova de três irmãos. A última vez que a família esteve junta, segundo a mãe, foi no nascimento de um sobrinho da policial, na segunda-feira (30). Nesta segunda (6), a SSP (Secretaria da Segurança Pública) divulgou pagar até R$ 50 mil por informações que ajudassem a localizar a policial militar. Na tarde de domingo (5), um suspeito tentou fugir após sair de um barraco e se deparar com policiais. Foi pego pelo COE (Comando de Operações Especiais), da Polícia Militar, e encaminhado ao 89º DP, que investiga o caso.

Segundo o delegado titular Antônio Sucupira Neto, o suspeito encaminhado à delegacia é investigado pela suposta participação no desaparecimento da policial.
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