10/02/2019 às 10h11min - Atualizada em 10/02/2019 às 10h11min

Anexo do Buriti oferece risco à vida de servidores, diz laudo do GDF

Inspeção revela que mármores da fachada podem cair e causar acidente fatal. Custo da reforma no prédio inaugurado em 1969 é de R$ 13 milhões

METRÓPOLES

Entre os edifícios públicos com problemas no Distrito Federal, um se destaca por estar no centro do poder da capital. Laudo técnico de engenharia expedido em 3 de fevereiro de 2019 aponta que, no Anexo do Palácio do Buriti, prédio logo atrás de onde o governador despacha, a possibilidade de queda de placas de mármore branco das fachadas laterais pode causar acidentes fatais.

A inspeção verificou que, em alguns pontos, o revestimento está em processo de desprendimento. Mesmo que ainda não tenha sido registrada queda do material, a situação é perigosa para servidores e demais pedestres que caminham nos arredores do edifício.

“Dependendo da altura que cair, caso atinja algum pedestre, poderá ser fatal”, alerta o documento ao qual o Metrópoles teve acesso com exclusividade. Para sanar o problema, sugeriu-se licitação para que empresa especializada faça a devida reforma.

 

No alto das fachadas oeste e leste, as placas estão mais escuras por conta da infiltração de água da chuva, que, aliada à dilatação térmica, com o tempo provoca desprendimento de placas, diz o relatório.

A vistoria, realizada pela Gerência de Engenharia e Infraestrutura da Subsecretaria de Administração Geral da Secretaria de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, observou a parte externa o prédio, subsolo, térreo, cobertura e outros pavimentos.

A inspeção foi realizada a pedido do titular da pasta, André Clemente. Segundo ele, para fazer as reformas necessárias, serão necessários R$ 13 milhões.

Outro problema grave apontado é o risco de de incêndio, devido à “não observância de normas técnicas, instalação elétrica com decrepitude, deterioração e falta de manutenção adequada, aliados a um sistema de combate a incêndio defasado e obsoleto”.

Confira trecho do documento:

REPRODUÇÃO
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Situação é preocupante nas fachadas oeste e leste, onde placas de mármore estão se desprendendo

 

Histórico
A situação das instalações e sistemas de proteção contra incêndio e pânico é a mesma identificada há dois anos, em outro relatório. A vistoria de 10 de fevereiro de 2017 mostrou que eles estão defasados, obsoletos e não atendem as normativas do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O laudo de 2019 cita que, em 10 de outubro de 2018, a antiga Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) foi notificada mediante auto de infração pelo CBMDF por conta da necessidade de adequação do sistema de prevenção e combate a incêndio e pânico anteriormente levantada pela corporação.

À época, segundo documentos internos anexos ao relatório, o processo que trata da reforma elétrica e de combate a incêndio encontrava-se com orçamento concluído. Já estava sendo elaborada minuta de convênio para que a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) fizesse a licitação. Mas o prédio segue até hoje sem os reparos.

Confira fotos que constam no laudo feito no início de 2019: