18/02/2019 às 07h48min - Atualizada em 18/02/2019 às 07h48min

​O índio Beiçola, sem calça de veludo e com a bunda de fora.

Pajé Entrevistador

        Cometa-se que pelas cercanias do Amazonas não existe mais aquela figura do índio totalmente selvagem que come gente (no bom sentido é claro), uma vez que a maioria dos silvícolas aderiu a cidade grande em busca de conhecimento para instruir o seu povo. Porém ainda restam os índios tradicionais do cachimbo da paz e os manda chuva da Comunicação através dos sinais de fumaça.
Como em todo segmento e comunidade tem a figura do CHARLATÃO e PICARETA, o índio BEIÇOLA, metido a espertalhão, passou alguns meses na cidade grande e, ao notar um  fotógrafo lambe-lambe exercendo a sua profissão com uma chapa 13 (aquela máquina que o cara mete a cara dentro do paletó e quando dispara através do pau de lu z a fumaça  cobre tudo), BEIÇOLA se apaixona pela arte e decide ser o ÍNDIO APERTADOR DE BOTÃO, também conhecido como RETRATISTA.
        BEIÇOLA passou coisa de dois meses para aprender a arte e voltou para a sua tribo. Na aldeia, BEIÇOLA passava o dia carregando o TRIPE montado com a chapa 13 e o paletó fotografando tudo.  E não é que as fotos de BEIÇOLA começaram a fazer sucesso nas aldeias vizinhas?
       Pois bem, durante uma competição silvícola, uma espécie de olimpíada indígena,lá estava BEIÇOLA para fazer a exposição de suas fotos quando foi surpreendido por uma índia recém chegado na aldeia após concluir o seu curso de Comunicação Social. Foi paixão a primeira vista. O Coração de BEIÇOLA saltava no peito só de olhar a índia GUARACI que também flertava de longe com o lambe -Lambe BEIÇOLA.
       Com o passar dos tempos BEIÇOLA e GUARACI se casam e, como BEIÇOLA nunca foi chegado ao serviço duro, começa a andar em circula até surgir uma idéia de um trabalho leve que não faça calo nas mãos. EUREKA: Surge então a idéia de criar uma novo método de comunicação que substitua OS SINAIS DE FUMAÇA, comunicação tradicional dos índios. Apesar da idéia ter resistência, BEIÇOLA, explica daqui, aconselha dali e por fim, convence as tribos que seu método de informação não vai acabar com as notícias através dos sinais de fumaça.
Pense na trapalhada que o picareta BEIÇOLA aprontou:  Ele, apertador de botão e Guaraci Jornalista Formada, BEIÇOLA dá uma pernada nos comunicadores FUMACÊ e, de cara cria dois jornais, como ele mesmo diz; DOIS PRODUTOS  MUITO BONS, que são: A PROVÍNCIA DA TRIBO e a TRIBUNA DOS CURUMINS. E com esses dois jornais, BEIÇOLA começa um movi mento para se dar bem, derrubando todos os antigos comunicadores FUMACÊ que deixaram de receber seus presentes, tipo, roupas, calçados, tacapes, lanças, tambores, mantimentos para comer o mês inteiro  e os panos especiais para produzir os sinais de fumaça.
      Até hoje, em qualquer tribo que passa BEIÇOLA é lembrado como aquele índio que espalhou a ganância, a picaretagem, o mau caráter, a falsidade, a mentira e as ameaças por toda região indígena do baixo Amazonas.
      Mas, para OS CACIQUES que conhecem BEIÇOLA como a palma da mão, sabe que na área de comunicação beiçola nada mais sabe do que apertar o botão de sua CHAPA 13 e que, o sucesso da TRIBUNA DOS CURUMINS e da PROÍNCIA DA TRIBO são atribuídos a índia GUARACI , formada em Comunicação Social na cidade grande e alma pensante desses informativos.
Quanto ao simplório BEIÇOLA, este só faz um “O” quando senta nu na areia. Tadinho do BEIÇOLA. Continua sendo um indiozinho sem calça d e veludo, sem tanga e com a BUNDA DE FORA.
 
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