13/05/2019 às 07h35min - Atualizada em 13/05/2019 às 07h35min

Juiz acata queixa-crime de Bolsonaro e Ciro Gomes vira réu por calúnia

Pedetista vai responder a processo por ter dito que o presidente, que teria “recebido dinheiro da JBS”, é um “moralista de goela”

O juiz Richard Francisco Chequini, da 20ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo, acatou queixa-crime movida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e colocou na condição de réu o candidato derrotado na disputa presidencial pelo PDT, Ciro Gomes. O motivo do processo foi uma entrevista concedida pelo pedetista à rádio Jovem Pan FM, em 2017, quando afirmou que a JBS havia depositado R$ 200 mil na conta de Bolsonaro, a quem chamou de “moralista de goela”.

Segundo Bolsonaro, a declaração de Ciro configura crime de calúnia. No programa Pânico, o ex-ministro disse: “A JBS depositou R$ 200 mil na conta dele, Jair Messias Bolsonaro, deputado federal. E mais outro tanto na bolsa, na do filho dele. Ele, quando viu, resolveu estornar o dinheiro, não pra JBS”.

“Eu, se tô indignado, o cara depositou na minha conta sem a minha autorização, eu devolvo pra ele, e mando ele pastar, pra não dizer aquela outra frase que termina no monossílabo tônico. Não, o que ele [Bolsonaro] faz? Ele devolve para o partido, que na mesma data entrega R$ 200 mil pra ele. O nome disso é lavagem de dinheiro. Simples assim”, comentou Ciro.

Segundo o processo ao qual vai responder, Ciro também teria cometido crime de injúria, durante a entrevista, ao afirmar que o então deputado seria um “moralista de goela”.
 

Resposta de Ciro
A decisão do juiz Chequini foi tomada na última terça-feira (07/05/2019). Neste domingo (12/05/2019), por meio de nota de sua assessoria, Ciro comentou a queixa-crime movida por Bolsonaro.

“A assessoria de comunicação de Ciro Gomes informa que o presidente Jair Bolsonaro se une a Eduardo Cunha, que o processou e logo em seguida foi preso; Michel Temer, que o processou e hoje está preso; José Serra, que o processou e hoje responde a diversos processos junto com Paulo Preto, que está preso, além de Eunício Oliveira, investigado pela Lava Jato. Ciro Gomes acredita que, também nesse caso, a justiça será feita”

 

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