12/08/2019 às 14h17min - Atualizada em 12/08/2019 às 14h17min

Homem conta como matou tia no DF: “Enfiei um rodo na garganta dela”

O assassino disse ter cometido o crime porque não gostava do primo e que a mulher "falava mal" dele

O homem que matou a tia no Paranoá com requintes de crueldade, na quinta-feira (08/08/2019), contou detalhes do crime macabro. Fábio do Vale (foto em destaque), de 38 anos, decidiu tirar a vida de Maria Almeida do Vale, 68, porque ela teria “falado mal” dele e para se vingar do primo, com quem havia se desentendido algumas vezes. Após o feminicídio, o suspeito fugiu para o Sertão de Pernambuco, mas foi identificado e preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e reconduzido ao Distrito Federal por uma equipe da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

Na unidade policial, sem demonstrar remorso, narrou como impôs sofrimento à vítima: “Quando entrei no quarto, ela se preparava para dormir, estava só de camisola. Então, usei um rodo para espancar seu rosto diversas vezes. Depois, enfiei o cabo de madeira na garganta dela para ela parar de gemer”.

O criminoso ainda pegou peças de roupa para vestir o cadáver. O objetivo seria camuflar os hematomas e estancar os sangramentos. Frio, ele ainda enrolou um pano no rosto de Maria Almeida e, depois, escondeu o tecido dentro de um capacete. “Ele passou um ano nutrindo ódio pela tia e o primo até consumar o feminicídio”, disse a delegada-chefe da 6ª DP, Jane Klébia.

Hugo Barreto/Metrópoles

Hugo Barreto/Metrópoles

Preso na 6ª DP, suspeito contou detalhes do crime macabro
A prisão

Vale foi preso pelos agentes da PRF na estação rodoviária de Ouricuri (PE), distante cerca de 620 quilômetros da capital do estado, Recife, na noite dessa sexta-feira (09/08/2019). Ele estava dentro de um ônibus interestadual no momento da abordagem.

eminicídio

Na noite desse sábado (10/08/2019), o crime foi reclassificado como feminicídio pela Polícia Civil do Distrito Federal. Conforme Jane Klébia, a mudança do status da ocorrência se deu em função do vínculo familiar – ela era tia de consideração – e da condição de fragilidade da vítima, uma idosa com dependência financeira.

Maria morava em Minas Gerais e estava em Brasília para visitar os familiares. Ela voltaria para a terra natal ainda no dia em que foi assassinada.

Momentos depois do crime, o sobrinho, suspeito pelo crime, embarcou em um ônibus com destino ao Piauí e depois pegou outro coletivo em direção a Pernambuco.


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