30/08/2019 às 19h43min - Atualizada em 30/08/2019 às 19h43min

Em Salvador, Rogério Greco diz que Gilmar Mendes merecia voz de prisão

Lucas Arraz / Rodrigo Daniel Silva
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Ex-Procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Rogério Greco declarou que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “merecia voz de prisão em flagrante” após situação que envolve o procurador Deltan Dallagnol, da Operação Lava Jato. O jurista participou nesta sexta-feira (23) do 4º Simpósio Nacional de Combate a Corrupção em Salvador.

Em março, Gilmar Mendes deferiu em plenário adjetivos pouco jurídicos, como “gentalha”, contra procuradores da Lava Jato. Durante discussão em torno do julgamento que definiu à Justiça Eleitoral processos da Lava Jato sobre crimes ligados à prática de caixa dois, Mendes também disse que os procuradores estudaram em Harvard, mas “não entenderam nada”. E que não sabiam o que era processo: “Desavisados, voluptuosos, voluntaristas, infelizes, reles, desqualificados”. Chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol estudou na universidade americana.

“Aquilo que ele [Gilmar Mendes] fez com o Deltan, honestamente, ele tinha que ter recebido voz de prisão em flagrante naquela hora. Não se faz isso. Ele [Gilmar Mendes] não tem esse direito. Por mais que seja ministro, ele precisa respeitar as pessoas”, disse Greco durante nesta tarde na capital baiana.

O jurista auxilia a construção de um pedido de impeachment contra Gilmar no Senado. “Temos que fazer alguma coisa. Houve processo de impeachment de presidente. Nós tiramos dois presidentes da República e não conseguimos tirar um ministro do STF que evidentemente é suspeito?”, disparou.

Greco ainda levantou a hipótese de suspeição de Gilmar no caso em que o ministro mandou soltar o empresário Eike Batista. “A esposa do Gilmar trabalha no escritório do Rio de Janeiro que impetrou o hc de Eike Batista. Essas coisas não podem acontecer”, declarou.

 

 

 

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