18/09/2019 às 06h55min - Atualizada em 18/09/2019 às 06h55min

TSE pune laranja podre e ameaça o laranjal inteiro

Aumenta o cerco às ‘ervas daninhas’ da política. Nesta terça, 17, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que uma ‘laranja podre’ na chapa de um ‘laranjal eleitoral’ afetará todos os candidatos de uma coligação ou mesmo chapas puro-sangue.

A votação no TSE foi apertada (4 a 3). Mas serviu de alerta que partidos que tentem fraudar e os que já fraudaram a cota mínima de mulheres não ficarão impunes.

Viram alvo da decisão da Justiça Eleitoral, a partir de agora, o PSL de Minas Gerais (terra do ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio) e de Pernambuco, do presidente nacional da legenda Luciano Bivar. O PSL é o partido do presidente Jair Bolsonaro.

Em caso de comprovação de fraude, todos os eleitos serão cassados. A decisão foi tomada em processo que julgou o caso de candidatas laranjas em coligação para o cargo de vereador na cidade de Valença, no Piauí.

O PSL é o partido que mais tem denúncias do uso de laranjas nas eleições. A legislação eleitoral determina que pelo menos 30% das candidaturas devem ser de mulheres.

A chapa de vereadores no Piauí foi acusada de utilizar candidaturas fictícias de mulheres que não chegaram sequer a fazer campanha eleitoral, com o objetivo de fraudar o cumprimento da cota. Caos semelhantes estão sendo investigados em Minas e Pernambuco.

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