Sexta-feira, 28/11/25

Moraes vota pela condenação de cinco agentes da PM do DF por omissão em atos golpistas

Moraes vota pela condenação de cinco agentes da PM do DF por omissão em atos golpistas
Moraes vota pela condenação de cinco agentes da PM do DF por omissão em atos golpistas | Imagem: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação de cinco integrantes da ex-cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal por omissão nos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. O julgamento está sendo realizado pela Primeira Turma e se estende até 5 de dezembro.

Em seu voto, Moraes considerou as ações dos agentes como omissivas e contribuintes para a escalada dos atos. O ministro destacou que o caso não se trata apenas de “falhas pontuais”.

“A atuação da Polícia Militar do Distrito Federal nos eventos de 8 de Janeiro não pode ser compreendida como resultado de falhas pontuais ou imprevisões operacionais. Os fatos evidenciam uma atuação omissiva, dolosa e estruturada, cujo o início remonta ao período anterior ao segundo turno das eleições presidenciais de 2022, prolongando-se até o momento da invasão”, declarou.

Os cinco uma pessoa foram condenados por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração do patrimônio tombado. Somadas, as condenações resultam em pena de 16 anos, além da perda dos cargos públicos.

Apenas o major Flávio Silvestre Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins, ambos da Polícia Militar do Distrito Federal, foram absolvidos.

Condenações de agentes da PM

Moraes condenou:

  • Fábio Augusto Vieira, comandante-geral da PMDF;
  • Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante-geral da PMDF;
  • Jorge Eduardo Barreto Naime, coronel da PMDF;
  • Marcelo Casimiro Vasconcelos, também coronel da PMDF.

O voto de Moraes segue a acusação feita pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, que acusa os agentes de omissão deliberada nos atos de 8 de Janeiro por terem tido informações prévias de risco e possibilidade de ataques.

Até o fim do julgamento, os sete réus seguem em liberdade provisória com o uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar.

T LB

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