Sábado, 29/11/25

Alcolumbre define sabatina de Messias no Senado para 10 de dezembro

Alcolumbre define sabatina de Messias no Senado para 10 de dezembro
Alcolumbre define sabatina de Messias no Senado para 10 de dezembro | Imagem: Reprodução

Sabatina de Jorge Messias no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu para 10 de dezembro a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o STF (Supremo Tribunal Federal). A votação no plenário deve ocorrer no mesmo dia. O relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será o senador Weverton Rocha (PDT-MA). A mensagem formal com a indicação será lida em 3 de dezembro.

A escolha de Messias gerou desgaste entre o Palácio do Planalto e o Senado, justamente em período crítico para o governo Lula no Congresso. A Casa Alta estava próxima do presidente e atendeu alguns interesses palacianos durante a crise com a Câmara dos Deputados, como no caso da PEC da Blindagem. Alcolumbre e outros senadores preferiam o nome do ex-presidente do Congresso Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e se queixaram de não terem sido consultados antes do anúncio da indicação. A falta de comunicação elevou o mal-estar político e aumentou a pressão sobre a sabatina.

Reações à escolha

Após uma tentativa de aproximação de Messias, em carta aberta repleta de elogios a Alcolumbre, o presidente do Senado respondeu como uma nota bastante fria. Ele afirmou que a sabatina seguirá o rito tradicional e destacou que cada parlamentar poderá avaliar a indicação “no momento oportuno”, preservando as “prerrogativas constitucionais” da Casa.

O texto do AGU reforçava a defesa do diálogo e do respeito às instituições. Messias, agora, pretende procurar individualmente os senadores antes da votação. Contudo, Alcolumbre acelerou o processo já para dezembro, contrariando a estratégia inicial do governo, que desejava mais tempo para construir apoio. Para conquistar a cadeira que era de Luís Roberto Barroso, Jorge Messias precisará de ao menos 41 votos entre os 81 senadores da República.

T LB

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