Quarta-feira, 04/02/26

Granada usada em atentado com drone em Itaberaí foi adquirida no Paraguai

Granada usada em atentado com drone em Itaberaí foi adquirida no Paraguai
Granada usada em atentado com drone em Itaberaí foi adquirida – Reprodução

PEDRO JUAN CABALLERO

Crime foi motivado por uma dívida agrícola de R$ 1,5 milhão e o alvo era um produtor rural

Granada usada em atentado com drone em Itaberaí foi adquirida no Paraguai (Foto: Freepik)

A granada que seria utilizada em um atentado em Itaberaí, que não foi realizado por uma falha na execução, entre 15 e 17 de janeiro, foi adquirida no Paraguai. A informação foi divulgada pelo delegado Samuel Moura à TV Anhanguera nesta quarta-feira (4). O crime foi motivado por uma dívida agrícola de R$ 1,5 milhão e o alvo era um produtor rural. Três pessoas foram presas no Mato Grosso quando retornavam para Goiás, na segunda-feira (2).

Segundo o delegado, os drones e o artefato foram adquiridos em Pedro Juan Caballero. No dia do crime, a granada seria solta no quintal da casa onde o produtor rural vive com a família. Na primeira tentativa, a aeronave não conseguiu liberar o explosivo e foi ao chão após bater em um coqueiro. Foi enviado, então, um segundo drone para resgatar o primeiro com uma corda, mas este também caiu. Para Samuel, a distância entre o local da operação e a residência pode ter interferido no sinal e atrapalhado a execução.

No último fim de semana, os suspeitos retornaram ao Paraguai. Dois deles, quando foram presos, estavam com outra granada adquirida no local e uma pistola. O terceiro foi detido em Primavera do Leste (MT), que seria a “base” da quadrilha.

O delegado explicou que a granada é uma M7, de uso militar. Conforme as investigações, os suspeitos não tinham recursos para adquirir esses itens. Agora, a corporação apura se o credor da dívida tem relação com o caso ou se teria vendido o débito para grupos de cobrança. O intuito é saber acerca de um suposto apoio que o grupo teria na execução do plano.

Os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com imagens geradas por inteligência artificial, para dificultar a identificação. Eles também usavam telefones registrados em CPFs de terceiros. Mesmo após a primeira tentativa de cometer o crime falhar, eles seguiam fazendo ameaças à vítima.

Operação Cobrança Final

A Operação Cobrança Final cumpriu seis mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos. O ataque só não foi bem-sucedido porque os dois drones colidiram com uma palmeira no jardim de uma casa, localizada na Vila Leonor, em Itaberaí. Com a queda das aeronaves, a proprietária encontrou os artefatos e acionou a Polícia Militar.

No dia dos fatos, devido ao alto poder de destruição dos explosivos, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Goiânia foi acionado para realizar a detonação controlada no local. Desde então, a Polícia Civil, por meio de inteligência e perícia técnica nos componentes eletrônicos dos drones, trabalhou para identificar os operadores e os mandantes do crime.

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T LB

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