Sexta-feira, 28/11/25

Novo aeroporto reforça aposta de Águas Lindas em virar polo logístico

Novo aeroporto reforça aposta de Águas Lindas em virar polo logístico
Novo aeroporto reforça aposta de Águas Lindas em virar polo logístico | Reprodução

Novo aeroporto reforça aposta de Águas Lindas em virar polo logístico

Águas Lindas de Goiás deverá ganhar um novo aeroporto integrado ao projeto do polo industrial chinês do município. A obra, está em construção desde julho de 2024,  e inclui uma pista de 2.200 metros capaz de receber aeronaves como Airbus e Boeing.

A estrutura é tratada como peça estratégica para atrair empresas e fortalecer a logística regional.

O projeto é executado em parceria com a Codeal (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Águas Lindas), a Prefeitura Municipal e conta com o apoio do Governo de Goiás e do Ministério de Portos e Aeroportos.

A coordenação está sob responsabilidade do empresário Edilson Gomes Chiola, que também aporta capital próprio.

O investimento total está estimado em R$ 180 milhões, somando recursos públicos e privados. A previsão inicial é movimentar cerca de 100 mil passageiros por ano, com potencial de atingir 1 milhão conforme o polo industrial se desenvolva. No transporte de cargas, a operação deve começar com 3 mil toneladas anuais e chegar até 15 mil.

O terminal deverá contar com área de passageiros, centro de cargas, espaços de manutenção, estruturas para testes de drones e eVTOLs e uma base de formação técnica. A Codeal negocia ainda com um grupo chinês interessado em assumir a operação e instalar no local um hub conectado ao Canal Expresso Brasil–China.

Durante a implantação das obras e das indústrias associadas, a expectativa é gerar 5 mil empregos diretos e 12 mil indiretos. Quando o aeroporto e o parque industrial estiverem em plena operação, o número total pode chegar a 30 mil postos de trabalho, abrangendo os setores de logística, tecnologia, comércio e serviços especializados.

Polo industrial chinês

O polo industrial chinês em Águas Lindas de Goiás é parte do projeto de desenvolvimento do município, que também inclui o novo aeroporto. Apesar de estarem integrados no planejamento estratégico, os dois são projetos independentes: enquanto o aeroporto já está em construção, o polo chinês ainda não saiu do papel.

Previsto para ocupar 34 hectares, o empreendimento envolveria R$ 2 bilhões em investimentos de empresas de Shenzhen, no “Vale do Silício da China”, com fábricas de carros elétricos, painéis de LED e equipamentos industriais, gerando cerca de 12 mil empregos diretos e indiretos.

As obras estão travadas devido a disputas sobre a desapropriação da área. A prefeitura depositou R$ 659 mil como indenização, mas a Justiça avaliou que o valor correto seria R$ 881 mil. A família proprietária afirma que o município não reservou a verba necessária no orçamento, impedindo o início do projeto.

Apesar disso, a prefeitura mantém a promessa de que um acordo “está próximo”, mas não há previsão concreta para o início das obras.

T LB

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