Quarta-feira, 04/03/26

Único produto do DF exportado aos EUA deixa de ser taxado em 50%

Único produto do DF exportado aos EUA deixa de ser taxado em 50%
Único produto do DF exportado aos EUA deixa de ser taxado em 50% | Imagem: Reprodução

Único produto do DF deixa de ser taxado em 50% nos EUA

Dos 79 itens fabricados no Distrito Federal e exportados aos Estados Unidos, apenas um passou a contar com a isenção das tarifas de 40% aplicadas aos produtos brasileiros. O único produto brasiliense que ficou de fora do tarifaço de Donald Trump foi o chá verde.

O item, no entanto, corresponde a uma porcentagem muito baixa das mercadorias exportadas ao país norte-americano e representa US$9.750.

Os produtos mais exportados para os EUA são óleos e gordura. No ano passado, a categoria movimentou U$ 2.979.089 com transações. Em seguida, as empresas que exportam misturas e pastas para produtos de padaria arrecadaram US$ 1.613.933.

A indústria do biscoito ficou em terceiro lugar com US$ 909.749 arrecadados em 2024.

Tarifaço

  • Donald Trump assinou a ordem executiva que oficializou a tarifa de 50% contra os produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos, em julho deste ano.
  • Na prática, os 50% são a soma de uma alíquota de 10% anunciada em abril com 40% adicionais anunciados no início daquele mês.
  • Apesar disso, o líder norte-americano deixou quase 700 produtos fora da lista de itens afetados pela tarifa extra de 40%. Entre eles, estão: suco de laranja, aeronaves, castanhas, petróleo e minérios de ferro. Os produtos isentos serão afetados apenas com a taxa de 10%.
  • Do DF, apenas um produto ficou de fora do tarifaço de Donald Trump: combustível para aviação. O item corresponde a 9,4% das mercadorias exportadas ao país norte-americano, que representa US$ 739.273.

Taxas contra o Brasil

Em julho deste ano, Donald Trump assinou a ordem executiva que oficializou a tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil.

A decisão foi justificada como resposta a ações do governo brasileiro que, segundo a Casa Branca, representam uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

O decreto se baseou na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa, na sigla em inglês), de 1977, que declara a instauração de uma nova emergência nacional nos EUA em relação ao Brasil.

Em 14 de novembro, o presidente dos Estados Unidos fez um recuo em sua guerra tarifária e assinou uma ordem executiva que reduziu as tarifas impostas por ele sobre produtos agrícolas.

A decisão contemplou diretamente produtos exportados pelo Brasil, como café, carne bovina e frutas, a exemplo do açaí, que ainda estavam taxados em 50% pelos EUA.

A redução, nesse caso, referia-se apenas à tarifa recíproca de 10%, aplicada por Trump em 2 de abril deste ano. A taxa adicional de 40% contra o Brasil, oficializada pelo republicano no final de julho, permanecia valendo, até então.

Cerca de uma semana depois, Trump assinou uma nova ordem executiva para zerar as tarifas de 40% dos Estados Unidos sobre alguns produtos agrícolas brasileiros. Com a decisão, as tarifas sobre carne bovina fresca, resfriada ou congelada, produtos de cacau e café, certas frutas, vegetais e nozes, e fertilizantes foram zerados.

Segundo o texto, a Casa Branca considera que houve “progresso inicial” nas negociações conduzidas após uma conversa telefônica entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 6 de outubro. O diálogo abriu caminho para uma revisão da medida punitiva.

T LB

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