Paciente com câncer de pele critica tratamento no SUS
Uma mulher diagnosticada com câncer de pele no Distrito Federal (DF) levanta o debate sobre a atualização da lista de medicamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A paciente se considera maltratada pela rede pública.
Diagnosticada com melanoma em 2020, a mulher iniciou o tratamento pelo SUS, mas os medicamentos e terapias oferecidos não apresentaram resultados. A paciente buscou um hospital privado, e o médico recomendou tratamento com Nivolumabe e Ipilimumabe.
No entanto, os dois medicamentos não estavam cobertos pelo SUS, e o custo da terapia é de R$ 342 mil. Em busca de uma chance de sobreviver ao avanço agressivo da câncer, a mulher entrou com ações Tribunal de Justiça (TJDFT) para ter acesso às medicações. Sem sucesso.
O Ministério da Saúde confirmou a incorporação do Nivolumabe. Segundo a pasta, o medicamento foi incorporado ao SUS para tratamento de primeira linha do melanoma avançado não cirúrgico e metastático.
O medicamento Ipilimumabe recebeu parecer desfavorável na Conitec, e, no momento, não há nova demanda para análise para incorporação de tecnologias voltadas ao tratamento de melanoma.
“Eu estou sendo maltratada aos poucos pela doença e pelo SUS. É injusto. Não é só comigo. Tem várias pessoas precisando. É um sofrimento muito grande. Não tenho mais vida. Estou parada”, disse, lembrando que uma colega com câncer morreu à espera de um remédio.
O Ministério da Saúde está realizando o processo administrativo para aquisição e oferta efetiva aos pacientes.
Imunoterapias
Instituto Nacional de Câncer (Inca)
O tratamento com Nivolumabe e o Ipilimumabe é uma forma de imunoterapia. Segundo o diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Roberto Gil, não existe um único imunoterápico: há diversos medicamentos dentro dessa classe.
O Inca faz parte do sistema integrado de saúde e pode, junto com a Conitec, participar das avaliações sobre possíveis inclusões. Um dos desafios é analisar a efetividade das terapias considerando os parâmetros orçamentários e a capacidade de ofertá-las aos pacientes.
A Secretaria de Saúde do DF informou que a paciente está sendo acompanhada pela rede pública de saúde e encontra-se regular para consultas e exames, incluindo consulta em oncologia agendada para esta quinta-feira (18/12).








