Domingo, 10/05/26

Protesto contra a reforma trabalhista reúne milhares de pessoas na Argentina

Protesto contra a reforma trabalhista reúne milhares de pessoas na Argentina
Protesto contra a reforma trabalhista reúne milhares de pessoas na – Reprodução

Milhares de pessoas repudiaram, nesta quinta-feira (18), a reforma trabalhista promovida na Argentina pelo presidente Javier Milei, com uma manifestação em Buenos Aires convocada pela principal central sindical, o primeiro protesto contra a iniciativa.

O projeto, que o Senado começou a discutir na véspera, limita o direito à greve, reduz indenizações e permite uma jornada de trabalho de 12 horas, entre outros pontos considerados inaceitáveis ​​pela Confederação Geral do Trabalho (CGT).

Embora a iniciativa ressalte que as mudanças serão feitas por acordo mútuo, os sindicatos interpretam que a disparidade de força vai capacitar os trabalhadores.

O governo afirma que a legislação atual vai “paralisar” as contratações, e argumenta que as mudanças dinamizam o mercado, que tem quase 40% da sua força de trabalho no setor informal, em meio a uma economia com sinais de recessão. Também considera a lei trabalhista obsoleta, e que ela é o principal obstáculo à criação de empregos formais, e propõe a flexibilização dos contratos de trabalho e a redução dos encargos patronais.

O secretário do Trabalho, Julio Cordero, disse ontem a uma comissão do Senado que a lei atual “paralisa contratações” porque “há o temor de entrar em um mundo que se mostra conflituoso”.

Para Pablo Ríos, de 44 anos, funcionário de um hospital, “essa lei, pensada para o empresário ou dono da empresa, não vai funcionar”.

À manifestação convocada pela CGT somaram-se medidas de força de sindicatos que realizaram greve, como os controladores aéreos, com paralisações rotativas.

A Confederação denunciou nas redes sociais que controles policiais impediram a entrada de caravanas de ônibus com manifestantes, a fim de reduzir a participação no protesto.

T LB

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