As eleições legislativas de Mianmar começaram neste domingo (28, noite de sábado no Brasil), em um processo de um mês fortemente controlado pela junta militar, que o qualifica como um retorno à democracia cinco anos após a deposição do último governo civil.
A junta também dissolveu o popular partido de Suu Kyi, cujos líderes se exilaram ou estão detidos.
Tanto a ONU quanto numerosos países criticaram o processo eleitoral, que consideram uma tentativa da junta de legitimar o regime militar.
Prevê-se que o Partido União, Solidariedade e Desenvolvimento, pró-militares, emerja dessas eleições como a principal força política desse país do Sudeste Asiático.
Com uma população de cerca de 50 milhões de habitantes, Mianmar vive uma guerra civil e não há votação nas áreas sob controle rebelde.
Nos territórios controlados pela junta, as três primeiras rodadas de votação começaram às 6h00 (20h30 de sábado no horário de Brasília), incluindo distritos das cidades de Yangon, Mandalay e a capital Naipidó.
Nos últimos dias, não se observaram os grandes e empolgados comícios que costumavam ser comandados por Suu Kyi.
“É impossível que esta eleição seja livre e justa”, comentou Moe Moe Mying, que está há dois meses “fugindo” dos ataques aéreos militares em seu vilarejo.
“Estamos sem casa, escondidos na floresta e vivendo entre a vida e a morte”, acrescentou.








