Terça-feira, 03/03/26

Acareação sobre caso Master ainda pode ocorrer apesar de aparente recuo de Toffoli

Acareação sobre caso Master ainda pode ocorrer apesar de aparente recuo de Toffoli
Acareação sobre caso Master ainda pode ocorrer apesar de aparente – Reprodução

O aparente recuo do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli sobre a acareação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa e do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, pode não se confirmar.

A decisão de Toffoli de passar para a Polícia Federal a tarefa de interrogar os três envolvidos não deve ensejar nenhuma mudança no roteiro traçado pelo ministro para a acareação na tarde desta terça-feira (30).

Até o momento, a acareação deve seguir, na prática, prevista. Apesar da informação repassada na segunda-feira (29) pela assessoria do ministro Tofolli de que caberá à Polícia Federal avaliar se haverá necessidade de colocar os três depoentes frente a frente, não houve mudança de procedimentos, de acordo com pessoas a par do tema ouvidas pela Folha.

A delegada responsável pelo caso, Janaína Palazzo, está tomando os depoimentos. A estratégia do ministro de passar a responsabilidade da acareação para a PF, mas seguir com o script inicial antes da otiviva da delegada, levanta mais desconfianças sobre um tentativa de passar a mensagem de que a acareação ocorreu por conta de informações apresentadas durante o depoimento.

A acareação serve para sanar inconsistências em depoimentos com declarações divergentes em um processo penal –entre acusados, vítimas e testemunhas, por exemplo. O confronto dos relatos ajuda o juiz a buscar a versão mais fidedigna antes de sua decisão.

Toffoli marcou a acareação antes de serem tomados depoimentos individuais pela polícia e apontadas contradições objetivas entre os personagens do caso.

T LB

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