O governo do Gabão anunciou medidas drásticas contra a seleção nacional de futebol após a eliminação precoce na Copa Africana de Nações 2025, disputada no Marrocos. Em comunicado oficial lido na televisão estatal, o ministro interino dos Esportes, Simplice-Désiré Mamboula, declarou a suspensão da equipe por tempo indeterminado, a dissolução de toda a comissão técnica e a exclusão definitiva dos veteranos Pierre-Emerick Aubameyang e Bruno Ecuele Manga.
“Diante do desempenho vergonhoso das Panteras na Copa Africana de Nações, o governo decidiu dissolver a comissão técnica, suspender a seleção nacional até novo aviso e excluir os jogadores Bruno Ecuele Manga e Pierre-Emerick Aubameyang”, afirmou Mamboula, classificando a campanha como “desonrosa” e contrária aos valores de ética e exemplaridade da República.
Os Panteras foram eliminados ainda na fase de grupos do torneio, na última posição do Grupo F, com três derrotas em três jogos, um dos piores desempenhos da história da competição. As derrotas foram: 1 x 0 para Camarões, 3 x 2 para Moçambique e 3 x 2 para a Costa do Marfim, atual campeã, em uma partida em que o Gabão abriu 2 x 0, mas levou a virada nos minutos finais.
Punição severa
Pierre-Emerick Aubameyang, de 36 anos, maior artilheiro da história da seleção com 41 gols e ex-jogador de clubes como Arsenal, Barcelona e Borussia Dortmund (atualmente no Olympique de Marseille), não jogou a última partida devido a uma lesão na coxa e retornou à França antes do fim do torneio.
Em resposta nas redes sociais, o atacante declarou: “Acho que os problemas da equipe são bem mais profundos do que a pequena pessoa que eu sou”. Bruno Ecuele Manga, capitão com 105 jogos pela seleção e ex-defensor do Cardiff City, também foi excluído permanentemente.
A decisão governamental, que inclui a demissão do técnico Thierry Mouyouma, pode gerar conflitos com a FIFA, que proíbe interferências políticas em federações nacionais de futebol. Casos semelhantes no passado resultaram em suspensões para países africanos.








