Segunda-feira, 20/04/26

Casos de otite aumentam no verão e afetam principalmente crianças

Casos de otite aumentam no verão e afetam principalmente crianças
Casos de otite aumentam no verão e exigem atenção redobrada com as crianças – Reprodução

Durante o verão, os casos de otite externa, conhecida como ouvido de nadador, aumentam de forma significativa, principalmente entre as crianças. A condição é mais comum nesta época do ano devido ao maior contato com água em piscinas, rios e no mar, o que favorece a proliferação de bactérias e fungos no canal auditivo.

Causas e fatores de risco da otite

O ambiente quente e úmido é a principal causa da infecção. Embora o uso de ar-condicionado possa contribuir, a umidade acumulada no ouvido é o fator determinante, atingindo tanto crianças quanto adultos.

Segundo o pediatra Luis Henrique Costa, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o risco aumenta quando a água permanece no ouvido após o banho ou atividades aquáticas, especialmente em locais com higiene inadequada. “A otite externa afeta a parte entre o tímpano e o canal auditivo. A permanência da umidade nessa região cria um ambiente ideal para infecções”, explica o médico.

Embora mais frequente em crianças, adolescentes e adultos também podem desenvolver a doença. O diagnóstico nos pequenos pode ser mais difícil, pois nem sempre conseguem relatar a dor, exigindo que os responsáveis observem mudanças de comportamento.

Sintomas variam conforme a idade

Os sinais da otite mudam de acordo com a faixa etária. Em bebês, os sintomas costumam ser indiretos, como irritabilidade, choro intenso, febre e, em casos mais graves, saída de secreção pelo ouvido. “Ao identificar esse tipo de secreção, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente”, alerta o pediatra.

Em crianças maiores, a dor no ouvido é o sintoma mais comum, o que facilita a identificação do problema. Febre persistente por mais de 48 horas e prostração também são sinais de alerta. O especialista reforça que a automedicação não deve ser feita. “O ideal é sempre procurar o pediatra, pois o tratamento vai depender do tipo de otite. Em alguns casos, conseguimos adotar uma conduta mais conservadora, sem o uso imediato de antibióticos. Em outros, o antibiótico é indicado”, afirma.

Como prevenir a otite

A prevenção envolve cuidados simples no dia a dia. As principais recomendações são:

  • Não utilizar cotonetes, pois podem empurrar o cerúmen (cera natural do ouvido) para dentro e aumentar o risco de infecção.
  • Após sair da piscina ou do mar, secar apenas a parte externa do ouvido com uma toalha ou algodão.
  • Ficar atento a sinais como sensação de ouvido tampado ou desconforto.
  • Evitar locais com condições inadequadas de higiene.

*Com informações do IgesDF

T LB

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