Quarta-feira, 18/03/26

Busca por irmãos desaparecidos no Maranhão chega ao nono dia sem respostas

Busca por irmãos desaparecidos no Maranhão chega ao nono dia sem respostas
Busca por irmãos desaparecidos no Maranhão chega ao nono dia – Reprodução

A busca pelos irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, 6, e Allan Michael Reis Lago, 4, que desapareceram após saírem para brincar no último domingo (4) na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, no interior do Maranhão, completou o nono dia nesta segunda-feira (12) sem indícios do paradeiro das crianças.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, equipes formadas por mais de 500 agentes de segurança e voluntários realizam buscas em áreas de mata do município de Bacabal, a cerca de 240 km de São Luís.

Ágatha Isabelly e Allan Michael desapareceram na tarde de domingo com o primo Anderson Kauan Barbosa Reis, 8. Na tarde de quarta-feira (7), Anderson foi encontrado debilitado e com machucados por carroceiros que passavam por uma trilha na mata, a cerca de 4 quilômetros do local onde as crianças foram vistas pela última vez. Ele foi encaminhado para o Hospital Geral de Bacabal, onde permanece internado sob acompanhamento médico.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), afirmou nas redes sociais que o departamento estadual de perícia presta atendimento psicológico e social ao menino.

Peças de roupa encontradas no domingo (11) e que supostamente seriam das crianças não pertencem a elas, segundo a polícia.

A área de mata que está sob mapeamento tem vegetação vasta, com predominância de palmeiras, além de campos abertos de pasto, açudes e riachos. O trecho original de busca era de 15 km², mas foi expandido nos últimos dias.

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), divulgou um vídeo nas redes sociais oferecendo uma recompensa de R$ 20 mil para quem apresentar informações concretas que ajudem a encontrar os irmãos.

Duas bases de apoio foram montadas: uma em São Sebastião dos Pretos e outra na comunidade Santa Rosa, próxima ao local onde Kauan foi encontrado. Nos pontos de apoio, são distribuídas refeições para os voluntários, com macarrão, carne e arroz, além da instalação de freezers com água e refrigerantes. As bases funcionam com o auxílio de geradores de energia. Os dois pontos têm equipes médicas do Samu de plantão.

Aeronaves sobrevoam a região para observação, enquanto equipes terrestres realizam varreduras nas áreas de mata com o apoio de cães farejadores. Também são utilizados drones convencionais e térmicos, capazes de identificar movimentação e fontes de calor durante buscas noturnas. Além disso, parte das equipes realiza visitas em casas de moradores da região.

Participam das buscas agentes das polícias Civil e Militar, do Cosar (Comando de Operações e Sobrevivência em Área Rural da PM), do CTA (Centro Tático Aéreo), do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da prefeitura. Desde sábado, a operação passou a contar com militares do 24º Batalhão de Infantaria de Selva do Exército. Além disso, grupos de voluntários também estão à procura dos irmãos.

Já a Polícia Civil está a cargo da investigação sobre o desaparecimento.

T LB

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