GUSTAVO SOARES
FOLHARESS
O Fed (Conselho do Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos, aprovou nesta sexta-feira (16) o pedido do Banco Inter para estabelecer uma filial bancária em Miami, na Flórida, onde tem sede desde 2021.
A autorização foi concedida após análise prevista na legislação americana para bancos estrangeiros e não recebeu contestações durante o período de consulta pública.
A partir de agora, o Inter passa a atuar como banco para clientes internacionais em qualquer parte do mundo, a partir de sua filial nos EUA, disse a instituição em comunicado.
O Fed afirmou que o banco está sujeito a supervisão consolidada pelo Banco Central do Brasil, em linha com padrões internacionais, e que sua atuação não representa risco à estabilidade do sistema financeiro dos EUA.
“Esse passo reforça nossa ambição de atuar como uma plataforma global”, afirma João Vitor Menin, CEO global do Inter, em nota. “A agência em Miami nos permitirá escalar nossa oferta, gerar mais conveniência e valor para os clientes e fortalecer a posição do Inter no sistema financeiro internacional”.
Segundo o Fed, o banco atende aos requisitos de capital do Acordo de Basileia, possui estrutura gerencial considerada adequada e estabeleceu controles para cumprir a legislação americana, inclusive regras de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
Com ativos totais de US$ 15,3 bilhões, o Inter é o 21º maior banco do Brasil.
A instituição é controlada pela holding Inter&Co, companhia de capital aberto que já atua nos Estados Unidos por meio de subsidiárias voltadas a serviços de pagamentos, corretagem, varejo financeiro e remessas, incluindo a Inter&Co Payments, licenciada como transmissora de recursos em 44 estados.
Segundo o Inter, a nova operação funcionará como um hub bancário digital e permitirá ampliar a oferta de produtos bancários e de crédito, incluindo contas correntes e de poupança, cartões de débito e crédito, além de diferentes modalidades de financiamento.
A estrutura também possibilitará a captação de depósitos em dólar de clientes estrangeiros e o fortalecimento do suporte a empresas internacionais com operações nos EUA, por meio de serviços financeiros orientados por tecnologia e em conformidade com a regulação local.








