Segunda-feira, 26/01/26

Cão é morto a pauladas em praia de Florianópolis; adolescentes são alvos de mandados da polícia

Cão é morto a pauladas em praia de Florianópolis; adolescentes são alvos de mandados da polícia
Cão é morto a pauladas em praia de Florianópolis; adolescentes – Reprodução

Santa Catarina

Caso chocou moradores, gerou protesto e levou a mandados de busca contra adolescentes e um adulto

Imagem: Redes Sociais

No último dia 15 de janeiro, a morte do cão comunitário Orelha, agredido a pauladas na Praia Brava, em Florianópolis, causou comoção, revolta e mobilização de moradores e autoridades. O caso de maus-tratos segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina e aponta adolescentes como principais suspeitos do crime.

A agressão teria ocorrido na quinta-feira (15). Após o ataque, o cachorro ficou gravemente ferido e foi socorrido, mas, devido à gravidade dos ferimentos, precisou passar por eutanásia. Conhecido também como Preto, Orelha vivia há mais de dez anos na região e era cuidado pela comunidade local, pescadores e moradores da Praia Brava.

A brutalidade do crime levou a um protesto realizado na manhã de sábado (17), reunindo moradores da região. Nas redes sociais, internautas também se manifestaram e passaram a compartilhar informações que agora integram as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Na manhã desta segunda-feira (26), os investigados pela morte de Orelha se tornaram alvos de mandados de busca e apreensão em suas residências. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, os alvos da operação são dois adolescentes e um adulto. A ação foi realizada pela Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capital (DPA/DIC) e tem como objetivo reunir novas provas para o inquérito.

Como está a investigação

De acordo com a 10ª Promotoria de Justiça, o caso está na fase de oitivas, com a coleta de depoimentos e diligências complementares. Diversas pessoas já foram ouvidas, e novos depoimentos devem ocorrer nos próximos dias. Após a conclusão dessa etapa, o procedimento será encaminhado pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) ao Ministério Público.

Em nota divulgada no domingo (25), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) reforçou que casos envolvendo adolescentes seguem o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com procedimentos específicos para apuração de atos infracionais e eventual aplicação de medidas socioeducativas, sempre respeitando as garantias legais.

O que aconteceu com o cão Orelha

Orelha foi encontrado gravemente ferido na quinta-feira (15) na Praia Brava. A principal linha de investigação aponta que quatro adolescentes teriam agredido o vira-lata com pauladas. Ele chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas não resistiu.

Outro cachorro, conhecido como Caramelo, também teria sido vítima do mesmo grupo, em uma tentativa de afogamento. O animal sobreviveu e acabou sendo adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina. O caso gerou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre maus-tratos contra animais e a responsabilização dos envolvidos.

Quem era Orelha

Morador da Praia Brava há mais de uma década, Orelha era considerado um cachorro comunitário e fazia parte do cotidiano da região. Em nota, uma associação local afirmou que o animal era um “símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado” entre a comunidade e os animais que vivem no local.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *